Jornal O Serigráfico

O que mudou e o que não mudou!

Chegamos à edição 240, uma por mês: 20 anos! Uma história, uma carreira, uma vida…

Quando chegamos ao mercado, tudo era segredo, não se falava abertamente como hoje sobre impressão, seja serigráfica, seja inkjet. Que tela usar? Segredo! Que tinta? Segredo! Como tirar fantasma da tela? Segredo! Como fazer uma faixa? Segredo! Um mercado rodeado de mistérios, parecia filme de terror. Não se sabia qual seria a próxima surpresa, pois era assim que se trabalhava, surpresas todos os dias.

Isso nos incomodou e vimos ali uma oportunidade de tornar esse mercado mais dinâmico, mais aberto, levar informações, trazer para o público a solução dos mistérios. Não foi fácil como esperávamos arrancar informações desses profissionais; foi uma tarefa árdua convencê-los de que informação útil ao mercado é um bem muito grande para a empresa, uma forma de fidelizar o cliente, tarefa quase impossível naqueles dias. Mas sempre há aqueles profissionais e empresários que enxergam mais longe, que não têm medo de dar informações, que acreditam em profissionalizar o mercado, que querem que seus consumidores utilizem bem os seus produtos, que não haja prejuízo para o consumidor final. Sim, esses profissionais existem, seja para a promoção de sua empresa, seja para abrir o mercado, seja para mostrar que não têm medo da concorrência.

Surgiu daí uma forma única e maluca de levar informações aos mais distantes consumidores. 20 anos se passaram e continuamos na mesma balada: acreditando no mercado, levando em nosso trabalho informação, tendências, máquinas e equipamentos, lançamentos e o que for possível para ajudar a profissionalizar o mercado. Vimos a ascensão do plastisol, a entrada das plotters de recorte, o nascimento da impressão digital, o surgimento das tintas UV, a mudança dos processos de impressão, o crescimento do mercado.

A cada edição um fato novo e o mercado mudando; cada edição uma novidade, uma notícia de primeira mão, um lançamento. Acompanhamos por muito tempo as tendências e as feiras internacionais. Vimos os nossos profissionais viajarem em grupos para as feiras internacionais em busca de soluções e de novidades e lá estávamos nós também, atualizando e informando. Temos muitas histórias para contar dessas viagens, os micos, as decepções, as novidades, os atropelos e vai por aí afora…

Hoje nossos profissionais sabem o caminhos das pedras, não precisam sair em bandos, aprenderam que o mundo é nosso, que brasileiro sabe fazer negócios, sabem aonde ir e como fazer para obter informações. O mercado está mais profissional e o mundo olha com bons olhos para o mercado brasileiro. Somos, fomos e seremos a bola da vez. Nosso mercado cresce e a cada dia sabemos que surgiu uma nova empresa. O mundo quer vender para nós, precisamos somente de uma estabilização da nossa economia. Claro que temos o lado contrário também: tivemos e teremos empresários que já nascem querendo quebrar o concorrente. Ledo engano. Ele se quebra sozinho.

Acompanhamos muitos casos de sucesso; muitas empresas que vimos nascer estão ai firmes, produzindo com qualidade, procurando sempre melhorias, crescimento sustentável, sem loucuras, trabalhando com profissionalismo e atentos às mudanças do mercado. Vimos empresas nada promissoras se tornarem líderes de mercado e outras tantas encolherem; empresas que cresceram vertiginosamente descerem com a mesma velocidade de subida; vimos empresários aprenderem com os erros, pagaram caro, mas apostaram na recuperação e na capacidade de entendimento do mercado e hoje representam fatia significante na cadeia produtiva do setor de comunicação visual.

Esse é o mercado que estamos atuando há 20 anos, temos histórias e estórias. Mas o que mais vale nesse momento é comemorar a aceitação de um trabalho que julgamos honesto, sem mácula, idóneo e sem máscara. Fizemos o que podíamos de melhor para cada momento vivido, para cada situação nova que se apresentava para cada desafio. E foram muitos! Pagamos pela nossa ousadia, pelo nosso desprendimento e pela busca de novidades.
Mas hoje andamos pelo mercado de cabeça erguida! Sabemos das nossas falhas e sempre procuramos corrigi-las. Já nos disseram que envelhecemos, que estamos obsoletos, mas a cada feira que participamos nos convencemos que ainda somos úteis ao mercado, que empresas e empresários ainda precisam do velho método de divulgação, que muitos profissionais gostam de ter o papel nas mãos, de folhear e discutir notícias veiculadas, de darem opiniões sobre os acontecimentos do mercado.

E é por isso que pretendemos continuar, vamos aos poucos nos modernizando dentro do nosso conceito de levar notícias. Nossas páginas continuarão a levar informações de ponta, lançamentos de máquinas, suprimentos e equipamentos de última geração para cada setor da nossa cadeia produtiva. Nosso DNA é notícia e, para isso acontecer, precisamos dos empresários, dos leitores do mercado. Somos parte disso e, com muito orgulho, falta pouco para a maior idade, a cada ano nos tornamos mais responsáveis, pois o mercado muda as tendências também, saem profissionais e chegam outros, é uma constante mudança, mas a informação tem que circular, tem que chegar às mãos do consumidor, temos que tornar os nossos profissionais inteirados e abastecidos de informações. Essa é a única forma de deixá-los aptos a tomarem decisões corretas, utilizarem bem o tempo, os produtos, as máquinas e equipamentos. Eles precisam de informações para poderem escolher o que realmente pode ser útil para a sua empresa.

Estamos aqui! Vamos continuar? Por quanto tempo? Somente o mercado e vocês, empresários, podem determinar isso. Somente vocês podem determinar a sobrevivência ou não de um veículo de comunicação. Enquanto tivermos aceitação do mercado, aqui estaremos com o nosso estandarte levantado para nortear o mercado, com informações relevantes, contando histórias, relembrando e dando ciência dos feitos dos ícones do mercado.
Obrigado aos amigos, empresas e empresários que acreditaram ser possível fazer uma imprensa idônea, com linguajar do povo e para o povo.

Vamos a mais 20 anos! Somente o tempo dirá!!

* Claudilei Sousa é fundador do Jornal O Serigráfico

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