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Pecar é humano e perdoável, com exceção de um: o pecado por omissão. Na comunicação, os erros por omissão estão presentes no dia a dia, como um fantasma que aparece no momento oportuno, tão logo e após muito esforço e investimento para se comunicar com o cliente. Pode aparecer em uma peça de comunicação visual qualquer, um comercial de rádio ou televisão, um folheto ou cartão de visita, livro, rótulo, etiqueta e assim por diante. O pecado por omissão bota tudo a perder e ocorre, via de regra, por irresponsabilidade de um ou mais profissionais envolvidos no trabalho a partir da criação à peça finalizada de comunicação. Trabalhar com arte não é fácil. Exige dedicação, atenção, foco, conhecimento, experiência e uma certa dose de perfeccionismo. Não é legal veicular uma peça de comunicação com erro de português ou concordância, fontes inadequadas, cores que não combinam, materiais incompatíveis com a linguagem proposta e que não se identifiquem com o público-alvo, não importa qual seja. São muitas variáveis a serem levadas em conta. Pecar por omissão é o “fim da picada” e também de um trabalho que ao invés de dar retorno ao cliente passa a ser o desperdício de um investimento.
É muito complicado ter que refazer um trabalho depois de pronto, por omissão de algum ou todos os profissionais envolvidos na tarefa, o que é passível de demissão e até reparação de valores dispendidos no projeto. Bons profissionais de comunicação praticam o hábito da pesquisa antes de iniciar o processo de criação e acompanham o produtivo até o final. Pecam por excesso a fim de garantir o resultado esperado, o que é infinitamente melhor que o pecado por omissão. Profissionais que pecam por excesso muitas vezes são considerados exigentes e até mesmo chatos, mas são os grandes responsáveis pelo erro zero, ou algo muito próximo, já que erro zero também não existe. São esses profissionais que comemoram os resultados positivos da comunicação junto a seus clientes e conquistam cada vez mais espaços de mercado. Pecar por excesso de zelo é benéfico em qualquer atividade profissional. O contrário pode ser catastrófico. Pode até ceifar vidas.
Vide Brumadinho e seus 325 mortos. Vide Ninho do Urubu e seus 10 mortos. Puro pecado por omissão.
Sinval Lima é diretor da Brisk
sinval@brisk.com.br