Jornal O Serigráfico

Felizmente, nesse mês de março, ocorre o 8º (Oitavo) Fórum Mundial da Água, dos dias 18 a 23 em Brasília, momento em que nos enchemos de orgulho também para informar que, ao utilizarmos substratos em nossos processos gráficos provenientes de uma cadeia industrial que tem a água como meta de redução e reuso em seu gerenciamento ambiental, somos também responsáveis por continuar o processo de impressão sobre eles e nosso compromisso de sermos sustentáveis.
Esse fórum iniciou-se em 1996, na cidade de Marselha (França), onde é a sede do Conselho Mundial da Água, uma organização internacional que reúne cerca de quatrocentas (400) instituições relacionadas ao tema, discutindo, compartilhando e pautando resoluções sobre recursos hídricos em 70 (setenta) países. Esse conselho é formado por representantes de governos e das academias, por empresas e organizações não governamentais. Portanto, estamos falando de um evento de relevância na agenda internacional.
Tanto a indústria de papel e celulose quanto a indústria têxtil, aqui no Brasil, mostram um verdadeiro e efetivo interesse em suas plantas industriais produtivas, no sentido de utilizar a mínima quantidade de água possível e devolvê-la com qualidade superior à captada. Em 2017, a indústria de papel e celulose atingiu os melhores padrões mundiais de qualidade da água, e o desafio atual é de avançar na redução do consumo do precioso líquido. Quando essa indústria iniciou as atividades, realmente não havia foco no consumo de água em sua produção . Por exemplo, há 40 anos, para produção de uma tonelada de celulose, a indústria gastava de 180 a 200 m³ de água. No ano de 2017, esse número caiu de 7 a 8 vezes, ou seja, 25m³ de água por tonelada, segundo dados das empresas disponibilizados no site do Portal de Tratamento de Água, que disponibiliza informações a respeito de comércio e serviços sobre o setor de abastecimento e tratamento de águas, coleta e tratamento de efluentes domésticos e industriais e assuntos de meio ambiente em geral.
Essa redução deve-se a programas de redução de perdas na captação, ao desenvolvimento de espécies mais resistentes à escassez hídrica e ao manejo das florestas com soluções para o plantio em mosaico, onde o cultivo de eucaliptos é realizado em áreas adjacentes à floresta nativa. Esta prática reduz o risco de pragas e doenças, além de contribuir para a biodiversidade nas matas nativas, pois o plantio está intercalado com espécies nativas, mantendo o corredor de animais, além de tecnologias como o reuso da água. Todas as fábricas — como a Fibria, Veracel, Klabin e Suzano — realizam a gestão hídrica de microbacias. Nos viveiros, estipulam as metas de água por muda produzida. As indústrias também estipulam metas de redução do consumo de captação de celulose produzida e investem na expansão e modernização das Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) da unidades fabris, a fim de melhorar a qualidade da água devolvida ao rio que abastece as fábricas.
A indústria têxtil, tão usada nos processos de impressão de serigrafia e sublimação, também gerencia seus processos produtivos no que diz respeito ao consumo de água. O maior desafio dessa indústria é o setor de tingimento, o que mais exige recurso hídrico. Para minimizar a escassez de água, novas tecnologias e novas propostas de reuso foram incorporadas ao processo produtivo.
Quanto a nós, também podemos fazer nossa parte nessa cadeia produtiva, gerenciando, monitorando nossos consumos diários, praticando o reuso de água onde for possível, recolhendo os efluentes e melhorando a qualidade do descarte, de forma a reaproveitar o máximo possível desse bem tão precioso.
Com fazer isso? Simplesmente buscando informações, pesquisando e investindo em tecnologias para poupar água. Dessa forma, a cadeia produtiva irá se completando e certamente mostraremos que imprimir é sustentável.
Durante esse nosso evento, que também ocorre de quatro em quatro anos, a EXPOPRINT LATIN AMERICA 2018 — a maior feira de impressão das Américas — que ocorre de 20 a 24 de Março, em São Paulo, podemos deixar evidente que qual seja a impressão, somos parte de toda a cadeia e também estamos atentos aos novos modelos produtivos e praticamos a sustentabilidade em nosso trabalho.

Organização internacional fundada em 1996, com sede permanente na cidade de Marselha, na França, o Conselho Mundial da Água reúne cerca de 400 instituições relacionadas à temática de recursos hídricos em aproximadamente 70 países. O Conselho é composto por representantes de governos e da academia, pela sociedade civil, por empresas e organizações não governamentais, formando um significativo espectro de instituições relacionadas com o tema água.
O Fórum Mundial da Água contribui para o diálogo do processo decisório sobre o tema em nível global, visando o uso racional e sustentável deste recurso. Por sua abrangência política, técnica e institucional, o fórum tem como uma de suas características principais a participação aberta e democrática de um amplo conjunto de atores de diferentes setores, traduzindo-se em um evento de grande relevância na agenda internacional.
O fórum é organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água juntamente com o país e a cidade anfitriã. Ao todo, já ocorreram sete edições do evento em sete países de quatro continentes: África, América, Ásia e Europa.
Em 2014, a candidatura do Brasil foi selecionada, e Brasília foi escolhida como cidade-sede do evento. Desse modo, o Brasil recebe, em 2018, a 8ª edição do Fórum. Esta é a primeira vez que o evento ocorre no Hemisfério Sul.

Silvia Regina Linberger dos Anjos
www.maqtinpel.com.br

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