Jornal O Serigráfico

 

“- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota e o general não executasse a ordem recebida, quem – ele ou eu – estaria errado?

– Vós, respondeu o principezinho.

– Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos uma revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis”.

Esse trecho é do livro O Pequeno Príncipe, do escritor, ilustrador e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. Considerado por muitos um livro infantil – embora eu discorde -, a história traz este e tantos outros ensinamentos que podemos – e devemos – aplicar ao nosso cotidiano.

É a mais pura verdade: só se pode exigir de cada um o que cada um pode dar. Se você quiser que um peixe dourado voe, o incapaz é você e não ele. Precisamos, em nosso dia a dia, aprender a lidar com as potencialidades e limitações de cada indivíduo. E se soubermos usar isso a nosso favor, não só teremos “obediência”, como também seremos gestores justos e razoáveis.

Muitas e muitas vezes nos pegamos exigindo dos outros – e até de nós mesmos – mais do que são (ou somos) capazes de fazer. E é aí que vem a frustração. Não se pode esperar e muito menos exigir do outro aquilo que ele não é capaz de fazer.

Que tal exercitarmos mais nossa razoabilidade no trato com o outro e até com a gente mesmo? Pense nisso!

 

Patricia Sousa

 

 

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