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*Thiago Carvalho

 

Aqueles que desejam empreender – e conquistar a independência financeira – hão de concordar que é de suma importância buscar conhecimento (teórico e prático) análogo ao mercado no qual atua ou pretende investir. Esta afirmativa em nada nos prejudica, mas a longo prazo vem a se tornar um conhecimento valioso que nos ajudará a crescer pessoalmente e profissionalmente. Nesta ótica, gostaríamos de compartilhar com você um pouco do conhecimento que adquirimos ao longo de nossa trajetória no mercado de produtos personalizados (fotoprodutos) voltados para a técnica de sublimação.

Antes de entender as aplicações do processo de sublimação no mercado de brindes e afins, vale fazer um sobrevoo sobre o conceito no campo científico. De forma simples, por definição, sublimação é um processo físico pelo qual as partículas de uma substância sofrem mudanças, alterando seu estado sólido para o gasoso. Sublimação é, também, o nome dado ao processo inverso, em que partículas gasosas tornam-se sólidas.

É de conhecimento popular os três estados físicos da água: líquido, sólido e gasoso. Já suas mudanças de estado chamam-se fusão, vaporização (ebulição e evaporação) solidificação, liquefação e sublimação (esta última é rara na natureza e, geralmente, ocorre em laboratórios). Para melhor compreensão do processo de sublimação, tomemos como exemplo a naftalina e o gelo seco. Sublimação é, então, o processo de uma substância, antes sólida, passar para o estado gasoso sem antes tornar-se líquido. A naftalina (produto que caiu em desuso devido ao risco de intoxicação em seres humanos) é um bom exemplo deste processo. Geralmente comercializada em formato de bolinhas brancas destinadas a afastar traças e suas larvas, em seu estado sólido, ao entrar em contato com a pressão atmosférica, começa a evaporar, exalando gases. O mesmo ocorre com o gelo seco que se evapora, tornando-se gás, quando em contato com a pressão atmosférica.

A partir deste processo (passar do estado sólido direto para o estado gasoso) utilizando pressão e calor (algumas substâncias com mais facilidade que outras) é que foi dado o nome à técnica de sublimação no promissor e crescente mercado de foto produtos. Vale lembrar que a tinta utilizada em sublimação é líquida, então talvez tenha levantado a questão: “se a tinta sublimática é líquida e sublimação é o processo físico pelo qual uma substância sólida tornar-se gasosa, porque esta técnica recebe o nome de sublimação?”.

Sim, a tinta sublimática é líquida, mas após ser impressa em papel, ela seca e torna-se sólida. A tinta sublimática, ao contrário da naftalina e o gelo seco, necessita de maior pressão e temperatura para ocorrer a sublimação, deste modo, para utilizar a técnica em fotoprodutos, faz-se necessário o uso de equipamentos adequados: prensa térmica, impressora a jato de tinta com bulk ink ou adaptada, tinta sublimática, papel sublimático e materiais que aderem a tinta pelo processo de termo transferência.

Os produtos personalizáveis mais comuns utilizados em sublimação são os tecidos sintéticos de cor clara como o poliéster, nylon, córdoba e cetim. Para utilizar o processo de sublimação em tecido de algodão, é necessário aplicar resina específica para esta finalidade. Existem à disposição do mercado de fotoprodutos centenas de objetos sublimáveis. Isso é possível porque, assim como o algodão, muitos produtos podem ser resinados, o que permite ampliar as possibilidades de aplicação. Na Ponto da Sublimação, comercializamos mais de 1400 itens sublimáveis. Os produtos resinados mais vendidos neste mercado são as canecas (de cerâmica, porcelana e polímero), azulejos (barro, argila ou porcelanato), porta-retratos (de vidro e metal) e chaveiros (de polímero, plástico, metal e PET). Muitas são as técnicas disponíveis para a personalização de fotoprodutos, mas a sublimação é, sem dúvida, uma das mais acessíveis, limpas e de fácil aprendizado.

Para abrir seu empreendimento, o investimento inicial em equipamentos fica entre R$600,00 e R$5.000,00, a depender da quantidade de materiais que você pretende trabalhar e/ou potencial de produção desejado, sem a necessidade de dispor de grandes espaços ou investir em locação de grandes galpões. Os equipamentos iniciais são consideravelmente pequenos e permitem ao investidor uma renda extra, trabalhando em casa ou conciliando com outras atividades em locação de grandes galpões. Algumas empresas terceirizam serviços de criação de arte, bem como impressão em diversos formatos, o que reduz o investimento inicial em equipamentos e, até mesmo, possibilita investimento zero, dado que também é possível terceirizar 100% do processo e lucrar com a revenda.

Espero que este artigo possa te ajudar a escolher com qual técnica de fotoprodutos pretende atuar ou que este conhecimento possa agregar algum valor ao trabalho que já desenvolve.

 

* Thiago Carvalho é Analista de Marketing Digital na empresa Ponto da Sublimação (www.pontodasublimacao.com.br)

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sousa@oserigrafico.com
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