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celso-tmc-veteranoCelso Vivente Pavani, de São Paulo, é o exemplo de profissional que consideramos bem sucedido. Começou sua carreira na serigrafia há 35 anos, como Office-boy e foi galgando aos poucos outros cargos e crescendo na profissão. “Iniciei minha carreira profissional na Tec-Screen no ano de 1980, onde a minha primeira função foi a de Office-boy. Depois fui promovido para contínuo (no linguajar mais popular: faxineiro) e minha função era cuidar da limpeza e organização do escritório. Pouco tempo depois fui promovido para o mesmo trabalho, porém no laboratório. Foi aí que comecei os primeiros contatos com a química. Passei mais ou menos um ano acompanhando as tintas serem desenvolvidas, acompanhando o controle de qualidade e então fui registrado como auxiliar de laboratório, colaborando no controle de qualidade de matérias-primas e produto final. Esse contato direto despertou um grande interesse por química que até hoje ainda está aceso”, conta Celso.

O rapaz então resolveu se especializar no assunto e entrou para a faculdade de Licenciatura Química (UMC), em Mogi das Cruzes. “Foi um tempo difícil, pois eram mais de 50 Km todo dia de trem para ir e mais 50 Km para voltar de Mogi. Normalmente chegava em casa por volta da 1h da madrugada e ainda tinha que fazer alguns trabalhos da faculdade e me preparar para entrar no trabalho as 7h30. Depois de dois anos, pedi transferência para o curso de Engª Química na Oswaldo Cruz, em São Paulo, o que facilitou bastante. Mas como tudo que é bom dura pouco, a Tec-Screen informou aos funcionários que iria se mudar para Sorocaba, ou seja, fomos convidados (intimados, na verdade) a nos mudarmos para lá. Foi então que, para estudar, rodava 190 Km de ônibus e mais uns 2 km a pé da Marginal do Tiete até a Faculdade. Mas como todo brasileiro, sou persistente e não desisto nunca. Fiz este percurso por 5 anos até finalizar o curso”, conta.

Funcionário extremamente dedicado, Celso logo teve seu esforço reconhecido e foi promovido a supervisor Técnico, depois a encarregado dos laboratórios de CQ e Desenvolvimento. “Neste período, iniciamos a pesquisa e desenvolvimento das tintas UV através de um laboratório específico com equipamentos de última geração. Neste laboratório eu era apenas um aprendiz, pois o responsável técnico era o Sr. Cleber de Novaes Janiques, aliás, meu grande mestre. Devo a ele meus conhecimentos básicos sobre a tecnologia UV, conhecimentos estes que aplico até hoje”, conta Celso.

Mas a grande paixão do veterano pela serigrafia veio mesmo quando ele começou a ver o resultado do próprio trabalho. “Comecei a visitar os clientes e ver efetivamente a aplicação das tintas que produzíamos se transformando em impressos belíssimos; me dava muito orgulho em saber que tinha uma pequena contribuição minha no produto, quer fosse no desenvolvimento ou no controle de qualidade. Aí comecei a pensar em participar deste processo de aplicação das tintas e usar esta experiência verificando as necessidades e dificuldades do processo de fabricação dos impressos para podermos melhorar os produtos que estávamos desenvolvendo e produzindo. Então nasceu uma pequena empresa de serigrafia que imprimia camisetas e autoadesivos, empresa esta que foi montada junto com alguns colegas que trabalhavam comigo na Tec-Screen. Ela só funcionava nos finais de semana, pois era o único tempo disponível para todos e, devido à nossa pouca experiência, durou apenas alguns meses. Depois alguns anos e com um pouco mais de maturidade profissional, junto com o Sr. Almeida, da Tec-Screen e o Gilberto, da Mendes Albino (fabricante de matrizes serigráficas) montamos a Pet Tec, uma empresa voltada para a área de impressão de materiais promocionais, tais como banners, faixas e placas. Nesta empresa as tintas utilizadas no processo de impressão eram de cura por radiação ultravioleta, isto em 1996. Em 1997 fui promovido a Gerente Industrial e em 1999 me desliguei da Tec-Screen e fui fabricar tintas para algumas revendas de tintas serigráficas que queriam ter sua própria marca, o que durou alguns meses. Mais adiante fui convidado pelo pessoal da Hitaici Química – que era uma nova denominação da Karwin – para gerenciar os laboratórios e implantar os desenvolvimentos, principalmente das tintas UV. Permaneci lá por quase um ano, porém recebi um novo convite para trabalhar na unidade da Sericol, o que foi uma surpresa, pois era uma das maiores empresas do segmento de serigrafia do mundo”, relembra.

Na Sericol, Celso também cresceu e permaneceu lá por 6 anos. Começou como supervisor técnico e foi para a Inglaterra fazer cursos de especialização nos produtos que eram fabricados nesta unidade. Depois de meses, foi promovido a gerente técnico, depois a gerente de produção e sua última função foi a de gerente de novos negócios; se desligando da empresa em 2006.
“Neste mesmo ano, a vontade e o empreendedorismo que sempre estiveram em meu sangue vieram à tona e encontrei o meu atual sócio, Márcio José Alves, um profissional com uma capacidade administrativa/financeira que nunca havia visto igual. E após uma conversa de final de semana surgiu a possibilidade de montarmos um novo negócio – ele com as aptidões administrativas e eu com as minhas na área técnica/comercial. Foi assim que em agosto de 2006 nasceu a TMC indústria de Tintas Gráficas Ltda, com o foco no desenvolvimento e fabricação de tintas e vernizes para impressão serigráfica plana e cilíndrica, flexografica e off-set, todas de cura por radiação ultravioleta”, relembra.

Como grandes responsáveis pelo seu sucesso profissional e pessoal, Celso destaca: “meu pais, minha esposa, que é uma guerreira e me ajuda muito hoje na TMC, o Sr. Eurípedes de Almeida (Tec-Screen), o Cleber de Novaes Janiques (Mestre), o Vitório Henrique Larese, o Marco Marcelino, o Adolfo Silva Junior, o Edison Lucena Lira, o Márcio José Alves, o Rosinaldo Alves, o Antonio Nista, o Flávio Cortiana, o Eduardo Gomes Jr., César e Eduardo Franco, da VanGogh e a Kaltum Farhat. Devo muito a cada uma dessas pessoas, que tiveram um papel fundamental na minha vida”.

Entre as histórias interessantes de sua carreira, Celso nos conta sobre um processo de homologação ocorrido há mais de 20 anos: “Estávamos tentando homologar nossos produtos numa empresa e não havia jeito de conseguirmos aprovar. Uma hora o produto era reprovado por coloração, outra por viscosidade, outra por brilho e assim foi por mais de 2 anos, até que um dia meu chefe resolveu desistir. Eu insisti em tentar mais uma vez e ele concordou, apesar de relutante. Liguei para o cliente e solicitei uma amostra da tinta na cor branca que ele estava utilizando e me informei sobre o atual fornecedor e o código do produto. Fui até uma empresa de um conhecido que também trabalhava com o mesmo produto deste fabricante e comprei um galão da mesma tinta. Fui para o laboratório da empresa em que trabalhava e coloquei o produto de nosso concorrente na embalagem de nossa empresa. Mandei para o cliente e depois de alguns dias liguei para saber o resultado. Ele me disse que tinha sido o pior de todos, pois o produto não estava com aderência, não tinha brilho e faltava cobertura. A partir deste dia, quando me deparo com situações similares a esta, fico triste, principalmente quando alegam que o problema é de grandeza técnica, porém não espero os 2 anos que esperamos na época. Não podemos desperdiçar o tempo, pois ele é implacável. Depois de alguns anos, a pessoa que reprovou o produto veio a ser meu parceiro de trabalho em outra empresa e um dia lhe perguntei sobre o ocorrido e se realmente ele havia testado. E a resposta foi ‘não chequei nem a abrir a embalagem’…”.

Sobre sua trajetória, Celso destaca: “o que acho importante não só em minha vida, mas na vida de todos se resume a algumas atitudes tais como ser ético, verdadeiro, humilde, gostar do que faz, estudar muito, entender principalmente de gente e agradecer sempre aos inimigos pessoais e concorrentes de mercado pelas dificuldades que colocam em nossos caminhos, pois somente crescemos pesssoalmente e profissionalmente com as adversidades que nos são colocadas à prova”, finaliza.

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