Jornal O Serigráfico

No mês de julho e agosto todos nós fomos surpreendidos por um aumento nas contas de energia elétrica. Mais uma vez, por um erro de administração dos dirigentes do país, teremos que pagar uma indenização bilionária que o governo deve às transmissoras de energia. O valor da dívida, calculada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) está em R$ 62,2 bilhões.
Em 2012, o governo exigiu das distribuidoras mudanças nos contratos, renovando antecipadamente as concessões. Em troca, o governo indenizaria as distribuidoras para cobrir os gastos que tiveram com obras de modernização das redes que fizeram até o ano de 2000. Em 2013, com a medida provisória da então presidenta Dilma Rousseff, que alterou o marco regulatório do setor elétrico, retirando encargos da tarifa de energia, houve uma redução de 20% para as indústrias e domicílios residenciais. Em 2015 houve o “ tarifaço”, com mais 50% de aumento nas contas de luz pagas por nós, pois o governo não possuía recursos para manter o subsídio à tarifa.
Agora, em 2017, como o governo de Michel Temer não equacionou suas contas favoráveis, com a falta de recursos econômicos em caixa, novamente teremos que pagar o aumento médio de 7,17% referente à primeira parcela dessa indenização que ficou em R$ 10,8 bilhões.
Até 2024 será assim, com aumentos que podem variar, pois o cálculo do reajuste depende de outros componentes que podem alterar os índices para mais ou para menos. A decisão da ANEEL está em vigor e cabe a nós termos que nos adaptar aos aumentos da energia por causa dessas indenizações, para seguir com as concessões, pois os R$ 62,2 bilhões terão que entrar para a conta da Agência.
Como alternativas temos as energias solar e eólica, energias limpas, que dependendo da região do Brasil, vale muito investir nessa transformação de hidrelétrica para essas novas gerações de energia.
A Energia solar nesses últimos cinco anos vem crescendo e o custo do projeto para implantar e implementar em seu negócio ou em sua casa está diminuindo, pela demanda que vem aumentando. Uma matriz energética mista, talvez, em setores da sua empresa, seja uma solução mais viável nesse início. Deve-se fazer um levantamento de gastos de energia e verificar qual será o custo benefício até 2024, pelo menos, para ter referência de qual investimento deverá ser empregado.
Em tempos difíceis, toda a economia é bem-vinda e por serem energias limpas, essa mudança para a empresa ou residência contribuirá para a sustentabilidade e o desenvolvimento de seu negócio.

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