Jornal O Serigráfico

Aconteceu em novembro de 2017, entre os dias 6 e 17, a 23ª Conferência das Partes das Nações Unidas para Mudança do Clima – COP 23, em Bonn (Alemanha). Difícil entrar em um consenso para os mais de 195 países que seguiram em reunião por mais de 10 dias. Avanços e retrocessos sempre ocorrem, porém para esse encontro, os avanços, no geral, não foram tão significativos quanto os dos últimos dois anos.
Para o Acordo de Paris continuar a existir e atingirmos a meta mundial de reduzir a temperatura máxima do planeta Terra em 2 graus Celsius (°C) — e preferencialmente a 1,5 °C — até o final do século XXI, acima do níveis pré-industriais começou-se a escrever uma cartilha, como se fosse um roteiro para alinhamento de todos os países com relação às políticas públicas, ações da sociedade civil e o meio empresarial, para que todos façam sua parte e nós mesmos consigamos sobreviver no planeta e não nos colapsemos.
Um dos pontos altos aconteceu com a criação de uma nova aliança, liderada pelo Canadá e Reino Unido e ainda mais 20 países sobre o carvão. Os líderes políticos desses países, empresas e organizações da sociedade civil juntaram-se para eliminar o carvão como fonte de energia, que é altamente poluente, favorece as péssimas mudanças climáticas, é prejudicial à saúde humana e aumenta a utilização de fontes de energia renováveis. Segundo a Agência Internacional de Energia, as usinas de energia a carvão produzem quase 40% da eletricidade global ainda e, dos 7 milhões de pessoas no mundo que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), morrem por problemas respiratórios, cerca de 80% estão vinculados à poluição do ar.
Essa aliança tem como meta, para a COP 24, em 2018, em Katowice (Polônia), aumentar o número de participantes para 50 e produzir novas soluções para a causa desse grave problema.
Enquanto isso, aqui no Brasil, espera-se que não só o discurso seja bonito, mas que as ações governamentais sejam compatíveis com esse papel tão importante que o Brasil desempenha dentro de tais reuniões mundiais como mediador. Um bom exemplo seria o de controlar melhor o desmatamento que ocorre nas regiões Centro-Oeste e Norte de nosso país.
2018 será o ano que o Brasil sediará, entre os dias 18 e 23 de março, o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, onde serão discutidas as crises hídricas do mundo e do Brasil, sem dúvida, mais um dos grandes problemas ambientais.
Com esperanças renovadas, almejamos um ano de 2018 com muita consciência ambiental, política e muito trabalho. Entenda-se consciência ambiental: melhorar a energia da sua empresa (mude para energia solar, energia eólica, biomassa), produzir mais com menos (Ferramentas de Produção mais Limpa, compra de produtos mais duráveis e com procedência ética e correta), preparar-se para a economia de baixo carbono e economia circular. Coloque metas e tome atitudes ao encontro delas.

Tudo depende de nós.
Boas Festas!!!

Silvia Regina Linberger dos Anjos, sócia gerente da Maqtinpel. Química, tecnóloga gráfica com especialização em gerenciamento ambiental, mestrada em tecnologia ambiental, membro da comissão de questões ambientais da NOS-27, colaborada voluntária da comunidade EQA (equipe de qualidade ambiental) da Escola Theobaldo De Nigris.

www.maqtinpel.com.br

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