Jornal O Serigráfico

 

Mercado cresce e oferece opções acessíveis para empreender

 

Em tempos de crise e desemprego, é fato que o brasileiro – criativo que é – sempre se vira da maneira que pode para sobreviver. E uma dessas saídas encontradas pela nossa população é empreender, seja do jeito que for.

Para quem trafega pelos mercados de comunicação visual, brindes e fotografia, uma das opções mais buscadas é o setor de fotoprodutos, que hoje conta com opções de equipamentos e kits com valores acessíveis e que cabem no bolso do empreendedor. Com opções que vão da sublimação ao botton, passando pelo transfer laser, o segmento vem sendo aquecido e abastecido de novas opções de produtos finais que podem ser oferecidos aos clientes, aumentando cada vez mais a gama de soluções e as possibilidades de ganhos.

Produtos exclusivos, personalizados exclusivamente para uma data ou evento são os grandes diferenciais no mercado de brinde hoje. Personalizações com uso de imagens e não somente textos fazem o produto se destacar no meio de tantos outros. Há uma grande demanda para produtos de uso diário, tanto voltado para tecnologia como capa de celulares, notebooks, tablets, quanto para produtos mais pessoais como capas de almofada, travesseiros, canecas, squeezes, bolsas, dentre outros.

Nesse universo, a sublimação é, sem dúvida, o processo mais abrangente em termos de opções. Os produtos personalizáveis mais comuns utilizados em sublimação são os tecidos sintéticos de cor clara como o poliéster, nylon, córdoba e cetim. Existem à disposição do mercado de fotoprodutos centenas de objetos sublimáveis. Isso é possível porque muitos produtos podem ser resinados, o que permite ampliar as possibilidades de aplicação. Os produtos resinados mais vendidos neste mercado são as canecas (de cerâmica, porcelana e polímero), camisetas, azulejos (barro, argila ou porcelanato), porta-retratos (de vidro e metal) e chaveiros (de polímero, plástico, metal e PET).

Muitas são as técnicas disponíveis para a personalização de fotoprodutos, mas a sublimação é uma das mais acessíveis, limpas e de alta lucratividade, já que os produtos podem ser vendidos pelo dobro ou triplo de seu custo, dependendo da procura. Nesse caso, são necessários equipamentos específicos para cada fim, que são divididos entre prensas de canecas, prensas de bonés, prensas planas, prensas para pratos, prensas 3D e prensas intercambiáveis (modelos que atendem a mais de uma necessidade). Além disso, é necessário ter uma impressora jato de tinta convertida para impressão sublimática, tinta e papel específicos para este fim.

Em segundo lugar em número de possibilidades de produtos a serem personalizados, está a impressão laser, onde milhares de produtos plásticos são consumidos a cada ano. Copos – de diversos modelos – canetas, squeezes, porta-canetas, chaveiros e diversos outros produtos podem ser personalizados por esta técnica, que são comercializados, em média, pelo dobro de seu custo. Por ter opções que não precisam ser previamente tratadas com resina, como é o caso da sublimação, a impressão laser ganha em preços, produtividade e competitividade. Nesse caso, além das prensas térmicas, que podem ser dos modelos meia cana, intercambiáveis ou rolers (360°), é necessário também ter uma impressora a laser colorida de boa qualidade, com baixa temperatura de fusão e papel especial para impressão a laser.

Outra opção disponível no mercado são as máquinas de bottons, produto que é febre entre o público geek. Geralmente, os kits para bottons contam com prensa, matriz e insumos para a confecção de diversos modelos e tamanhos de bottons. Além disso, é necessário ter uma impressora com qualidade fotográfica para a impressão das imagens. Os lucros também podem ser altos quando há volume de vendas, já que bottons podem ter um custo de R$ 0,35 e serem vendidos por até R$ 1,50, o que significa quase 5x o valor pago.

Mas nem tudo são flores. Como em todo processo, é necessário informação, conhecimento e dedicação para obter bons resultados. O conhecimento de programas gráficos, como o Corel Draw, o Illustrator ou o Photoshop é essencial para trabalhar com fotoprodutos. Sem o conhecimento de pelo menos um deles, é quase impossível trabalhar com produtos personalizados e atender às demandas do mercado.

No caso da sublimação, também é preciso ter instalado um perfil de cor no seu computador que se adéque ao modelo de sua impressora e à marca de tinta que você escolher para utilizar. A maioria das lojas de insumos infelizmente não orienta o consumidor com relação ao perfil de cor, o que pode resultar em erros de impressão, diferenças brutais de cores e consequente prejuízo. Outro ponto que interfere no resultado da sublimação é o clima. Tempo muito úmido ou frio excessivo podem alterar as condições do trabalho, sendo necessário tirar a umidade do papel e às vezes até pré-aquecer o substrato.

Já para a impressão a laser, é fundamental adquirir a impressora correta, com resolução fotográfica e com temperatura baixa de fusão, já que o papel – que recebe um coat para este processo – pode danificar o fusor da máquina caso esta utilize uma temperatura muito alta. Nesse caso, nenhum fabricante de impressora dá garantia, o que pode ocasionar um prejuízo alto. Portanto, procure orientação quanto às marcas e modelos adequados ao processo quando você for adquirir o equipamento, mas não se esqueça de que este processo também depende de um papel de qualidade, específico para a personalização de produtos.

Ah! E não se esqueça de definir bem o seu público-alvo e de estar se atualizando constantemente, pois a concorrência é grande!

Mas observando as técnicas, conhecendo programas gráficos, conhecendo seu público e utilizando insumos e equipamentos de qualidade, certamente o resultado do trabalho será satisfatório e você terá um bom lucro. Fotoprodutos têm um custo relativamente baixo e possuem alto valor agregado, sendo o valor emocional o melhor argumento de venda, já que a exclusividade não tem um preço mensurável. É garantia de sucesso!

 

 

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