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Por: Mara de Paula Giacomeli

Crédito Foto: www.serigrafiasign.com.br

A cada ano, o constante crescimento da tecnologia obriga empresas e consumidores a se atualizarem no mercado e obterem formas de simplificar ações e diminuir custos. Na indústria têxtil, uma técnica que chegou para facilitar o processo com eficiência, menor tempo de execução e, dependendo da produção, até menor custo, é a impressão digital direta em tecido, também conhecida como DTG (Direct to Garment, que significa direto ao vestuário), um processo que utiliza a impressora digital para estampar diretamente roupas e acessórios.
Todos os processos de impressão digital direta têxtil podem produzir estampas de qualquer tamanho e aplicáveis a diversas bases.
A impressão com corantes reativos, como o nome diz, utiliza tintas de corantes reativos e é aplicável nas fibras celulósicas (algodão, viscose, rami, linho), mistas de algodão/poliéster, artificiais de celulose recuperada (tencel, lyocel, etc.) e alternativamente as cores diferentes do preto podem imprimir poliamida.
A impressão com corantes ácidos utiliza tintas de corantes ácidos e é aplicável nas fibras de poliamida, seda, lã e outras fibras animais.
Ambos os processos acima demandam instalações muito longas e caras, utilizam preparação complexa, vaporização, lavagem, amaciamento e rama. São as de instalações mais caras e que demandam mais espaço, água, tratamento de efluentes e capital.
Já a impressão de tintas pigmentadas utiliza tintas de pigmentos orgânicos nano dispersados, é aplicável nas fibras celulósicas (algodão, viscose, rami, linho), mistas de algodão/poliéster, artificiais de celulose recuperada (tencel, lyocel, etc.) e alternativamente podem imprimir poliéster e poliamida. É uma estamparia simples e muito mais barata que as estamparias de reativos e ácido. Demanda uso de pouca água e o tratamento de efluentes é menor que o da serigrafia de quadros; é a tecnologia mais acertada para pequenas estamparias e instalações curtas e simples. Além disso, o capital necessário é baixo e a fixação é feita nas mesmas polimerizadeiras da serigrafia.
Entre as vantagens de se adotar a estamparia digital direta, estão a maior rapidez no desenvolvimento, entregas e reposições mais rápidas, pequenas quantidades a preços mais baixos do que a estamparia rolo a rolo, meios-tons perfeitos e muito mais cores. Ao contrário da serigrafia, na estamparia digital é possível fazer apenas uma peça sem a necessidade de gravação de matrizes e obter variantes de cores e acertos de desenho sem alterações físicas da arte-final.
O processo de impressão digital têxtil direta exige, porém, o tratamento das peças antes e após a impressão.
O pré-tratamento pode ser aplicado de duas formas, sendo elas o off-line e o in-line. No off-line, utilizado quando se estampa tinta branca em tecidos escuros, borrifa-se o spray na prensa térmica, prensa-se o tecido ou faz-se a cura. No in-line, borrifa-se o spray uniformemente no tecido e insere-se diretamente na máquina que realizará o pré-tratamento e a impressão direta.
“Após o tecido estampado, é indispensável a correta manipulação. O armazenamento no estoque deve durar pouco tempo (o prazo máximo deve ser definido com o preparador da base) e deixar embalado em sacos escuros, longe de variações altas de temperatura”, explica Marcelo Ribeiro Godinho.
É importante, ainda, ressaltar que a utilização de impressoras que forneçam credibilidade e suporte técnico é essencial para se complementar todo o processo. Procurar empresas que tenham conhecimento do serviço que oferecem, que tenham corpo técnico, estoque local e estrutura para atendimento rápido e eficiente fará a diferença na hora da aquisição do maquinário correto.
Segundo Rafael Bacha, da Brasilk, o mercado passa por uma transformação, e a impressão digital direta acrescenta benefícios característicos.
“É preciso complementar a serigrafia convencional com a impressão digital, uma vez que a tecnologia da digital oferece recursos impossíveis na convencional, como é o caso por exemplo de se fazer peça a peça personalizada. Hoje , em um evento esportivo já é realidade a camiseta do competidor ter um código de barras ou QR Code que o identifica rapidamente , fornecendo com uma rápida leitura todos os seus dados para os colaboradores do evento”, comenta.
Rafael acaba de importar uma máquina da Kornit, instituída com alta performance, plataforma robusta e capaz de produzir em escala industrial com velocidade e qualidade surpreendentes.
As indústrias estão se adequando a um mercado que, cada vez mais, busca rapidez e personalização. Ter equipamentos de estamparia rodando em grandes confecções deixou de ser algo impensável e passou a ser necessidade.
“A estamparia digital é o presente e consequentemente o futuro também. Hoje podemos ter produções que chegam até 70 metros lineares por minuto em estamparia digital, algo que não era possível há bem pouco tempo. Por conta dos importadores, principalmente asiáticos, o mercado europeu e americano teve que elevar suas criações e fomentar as vitrines com maior rapidez, trazendo mais opções e individualidades aos consumidores. Não só para atender a produção, que por vezes continua no prestador de serviço, mas também por conta das criações e aprovações de estampas por conta dos estilistas”, finaliza Marcelo.


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Agradecimentos:

ArtZone – Arte e Tecnologia www.artzone.com.br
GDTec Distribuição www.gdtecdistribuicao.com
Brasilk www.brasilk.com.br