Jornal O Serigráfico

Na fábula “A Coruja e a Águia”, do escritor francês conhecido como o pai da fábula La Fontaine, a coruja orienta uma águia a não comer seus filhotes e os descreve como lindos passarinhos com biquinhos muito bem feitos.
Devido à descrição errônea que a mãe coruja passou sobre seus filhotes, a águia, encontrando um ninho com pássaros depenados, sem bico e com olhos tapados, não sabendo se tratar dos “lindos filhotes” da coruja, os devorou.
Desta forma, surgiu a expressão: mãe-coruja, pois, aos olhos da mãe, seus filhos sempre serão lindos e perfeitos.
Eu vou um pouco além desta fábula para explicar a origem da expressão. A coruja, devido à versatilidade de suas vértebras do pescoço, consegue girar sua cabeça 270 graus em qualquer direção. E que mãe também não o faz para ficar de olho em seu filho?
A coruja enxerga perfeitamente mesmo na escuridão, pois possui capacidade de dilatar a pupila, captando desta forma maior quantidade de luz. E que mãe também não consegue cuidar do seu filho mesmo no escuro?
A coruja tem uma audição aprimorada devido a seus condutos auditivos estarem voltados um para baixo e um para cima. “Uma mãe compreende até o que os filhos não dizem”, afirma a máxima hassídica.
Assim é toda mãe. Protetora, valente, amável. Tudo por seus lindos filhos ou filhotes.
Deixo aqui um feliz mês das mães para todas as mães. Para os pais que são mães. Para as avós que são mães. Para as madrinhas que assumiram o papel de mãe. Para a tia, irmã ou amiga que de vez em quando faz papel de mãe. Para as mães verdadeiras, biológicas ou adotivas. E em especial para minha querida mãe.
Como disse um dia o grande poeta e romancista francês Victor Hugo:
“Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.”

Mara de Paula Giacomeli é jornalista e editora do jornal O Serigráfico
mara@oserigrafico.com

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