Jornal O Serigráfico

 

 

Muitos acontecimentos próximos nesse mês de setembro com relação às catástrofes ambientais deixam lições, mais uma vez, para aprendermos. Vale um breve relato.

O terremoto ocorrido no México, com magnitude de 8,2 na escala, foi o maior dos últimos 100 anos e ainda seguido do furacão Kátia, causaram a morte de mais de 90 pessoas e prejuízos imensos para o país.  Já nos Estados Unidos da América (EUA) e a região do Golfo do México que sempre sofreram com furacões e tornados, em série histórica, sofreu muito com o Furacão Irma, sendo um dos mais devastadores de toda a série.

Cada grande furacão que entra para a costa e continente de um país, um enorme prejuízo da ordem de bilhões de dólares para o governo, também é formado.  Os cálculos por dias e horas de trabalho incessante são estimados desde a prevenção, avisos de comunicação para a população, até a reconstituição e restabelecimento de todas as atividades em seu curso normal e do cotidiano da população local.

Abastecimento de água e energia, interrompidos pelos fortes ventos e quedas de árvores, reconstrução de casas, hospitais, comércios e indústrias e toda uma infra-estrutura que fica prejudicada, por esses avassaladores fenômenos da natureza.

Sabemos que a região é conhecida por essas catástrofes, mas a intensidade e frequência acima do esperado é que preocupa a comunidade científica, especialistas e estudiosos do assunto sobre mudanças climáticas e suas conseqüências.

Ainda esse mês, acontece O Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro.  Campanha criada na França, desde 1997, com o objetivo de criar atividades em prol do meio ambiente e fazer a população se apropriar do espaço urbano, seja por qual modal escolher, com exceção do carro, hoje sabido, como um dos mais poluentes para o nosso planeta.

Um carro só não é problema, o problema gerado deu-se pelo aumento muito significativo em quantidade, como sendo a solução para o movimento de uma massa de pessoas. Essa foi a solução encontrada no início do Século XX, mas não para os dias de hoje. Um mundo dinâmico requer mudanças dinâmicas. Esses três elementos: expansão da indústria automobilística, explosão demográfica e a grande concentração de população em centros urbanos durante o Século XX e agora XXI, resultaram no aumento da poluição do ar pelo tipo de combustível utilizado para funcionamento dos carros. A concentração de monóxido de carbono e gás carbônico na atmosfera cresceu, principalmente, pelo uso dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural). Esse aumento fez com que, em muitos países, fosse disparado nível de alerta e, conseqüentemente, as doenças respiratórias tornaram-se a causa da maioria das mortes da população nessas regiões. Esses gases causadores do efeito estufa (GEE) alteram todo um processo macro de sistema ambiental e que causam também o aumento maior da temperatura dos oceanos e mares, fator propício para a formação dos furacões. Os furacões e tufões são fenômenos naturais do Atlântico Norte, Pacífico Nordeste e Pacífico Sul, podendo ser formados quando as águas atingem acima de 27 °C. Nuvens, ventos muito fortes e chuvas muito volumosas são as características que causam a grande devastação.

Na natureza tudo está conectado.

Este dia Mundial sem carro é para os pedestres, ciclistas e transportes públicos poderem ter a oportunidade de se apropriar do espaço urbano. Fica o convite, e se você leu esse artigo em outro momento, faça a experiência, pois esse dia é simbólico. Ele deve ser repetido sempre que possível, para uma melhor qualidade de vida nos dias de hoje e nos dias de futuras gerações.

Pense nisso e descubra a vida sem um carro, pelo menos por um dia!

 

 

 

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