Jornal O Serigráfico

A importância do estudo de novos materiais conjuga-se com a aplicação nos diversos setores da indústria e agricultura e a obtenção de resultados satisfatórios. Torna-se possível com o conhecimento do ser humano buscar e resolver as situações criadas por ele mesmo e, que, por vezes, transformam-se em problemas muito grandes e complexos. A água potável, o ar limpo, os alimentos e o lixo são os grandes desafios do nosso mundo atual. Dessa forma, estudos recentes em nanotecnologia estão sendo realizados e pretendem revolucionar o mundo, principalmente por um material em específico, denominado grafeno.
Para sabermos sobre o grafeno, descoberto por um físico em 2010, voltaremos um pouco em nossa Química Orgânica — parte que estuda o elemento químico Carbono e seus compostos. Uma simples mudança na geometria ou nas configurações de elétrons entre carbonos confere ao composto propriedades espetacularmente diferentes. São os chamados alótropos de carbono, conhecidos entre nós como o diamante, grafite, fulereno, grafeno e nanotubo de carbono.
O grafeno, nesse contexto, tem como característica principal maior capacidade de suportar tensão do que o diamante, por sua estrutura hexagonal formando uma folha, cuja espessura é de um átomo. A ligação do tipo pi presente entre os átomos se “desloca, de forma que a condução de calor e eletricidade é facilitada no grafeno melhor que no silício, além de o tornar leve, flexível e transparente. A purificação de água e do ar busca no grafeno uma solução em seus processos.
Hoje, aqui, os estudos com grafeno serão apresentados pela sua boa notícia: uma brasileira, Nadia Ayad, engenheira de materiais formada pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), do Rio de Janeiro, ganhou um prêmio internacional ao desenvolver um mecanismo de filtragem e um sistema de dessalinização de água, fazendo que ela se torne potável, a partir do uso de grafeno. Uma brasileira que nos deixa muito orgulhosos e que, atualmente, estuda pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Na Universidade da Flórida, Estados Unidos da América, e em Oxford, Inglaterra, pesquisadores usaram o grafeno para confeccionar um painel que capta energia solar. Na Universidade de Shanghai, China, as pesquisas à base de grafeno foram com a criação de um papel antibactericida para embalar alimentos, pois o grafeno só é permeável à água e inibe o crescimento de micro-organismos. E, já, na Universidade de Rice, Texas, Estados Unidos da América, identificou-se que o óxido de grafeno tem, entre suas propriedades, a capacidade de remover material radioativo de água contaminada.
Em nossas empresas, do setor de impressão e comunicação, o maior desafio está na gestão de resíduos e sua disposição final. Há muitas maneiras simples de iniciar um trabalho, as quais consistem na segregação correta, reaproveitamento de materiais e logística reversa de embalagens. A custo zero, podemos somente agir e vencer os dados, que são enormes.
Segundo o Atlas de Resíduos da América Latina, elaborado pela ONU Meio Ambiente, a geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas por dia e os resíduos industriais sofrem pela não disposição adequada.
O custo da não ação é maior do que o custo de investimento em um sistema adequado, que pode ser simples. Muita consciência e atitudes são os nossos desejos para 2018!

Silvia Regina Linberger dos Anjos
www.maqtinpel.com.br

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