Jornal O Serigráfico


Quando temos muitas opções de uma escolha a fazer, fica difícil avaliar e tomar a melhor decisão rapidamente. Precisamos de tempo e planejamento. Adotamos, por vezes, inicialmente, como critério o que não queremos e o que não é favorável para nossa pessoa, nossa família, nossa empresa, nosso bairro, nossa cidade, estado, país. A seleção é individual, mas o pensamento deve ser coletivo.
Em contraponto, temos um mundo que caminha a passos rápidos e a sustentabilidade é um dos assuntos que não podem ficar de fora de nossas decisões por uma melhor escolha. Ela permeia todos os departamentos, seja em nossa vida pessoal ou profissional. Ter atitudes que levam a uma melhor qualidade de vida é a melhor maneira de garantir economia, uma natureza exuberante e felicidade a nós mesmos e ao nosso redor.
Já escrevi isso, mas vale a repetição: essencialmente o Homem precisa respirar e ingerir líquidos e alimentos para viver no Planeta. E a sociedade nos empurra a ser consumistas e, agora, individualistas, embora com a possibilidade de estarmos conectados com até milhares de pessoas em segundos, pelas redes sociais e novas tecnologias. Esse não é o pensamento para atingirmos sustentabilidade.
Em nosso trabalho, precisamos de atitudes que levem nossos colegas a participar e produzir com satisfação, num ambiente mais tranquilo, limpo, organizado e em harmonia, efetivando o maior desempenho. O consumo consciente e a educação ambiental contínua são soluções que ajudam a todos, a melhorar essa situação. Podemos começar em nossa casa, nosso trabalho, nosso bairro.
Separação e descarte corretos na área de trabalho economizam e melhoram o ambiente de produção. Tanto na área de produção como na área administrativa, podemos programar escalas entre turnos, para que ao final de cada um, a coleta dos resíduos (de produção, orgânicos, metal, plásticos, madeira, papéis reciclados ou não) seja realizada e verificada antes da destinação final adequada.
O controle com a água consumida e com os eventuais efluentes que possam ser gerados no processo de produção é outro ponto a ser considerado. Economizar é sempre necessário e o descarte adequado também.
O monitoramento com a energia consumida tanto na área administrativa quanto na área de produção deve ser minucioso para evitar desperdícios, economizando no momento de acerto com a distribuidora de energia elétrica. Vale pensar em troca por painéis solares, que ao longo dos anos vêm se mostrando com custo mais atraente e limpo do ponto de vista ambiental.
O momento da compra dos insumos também é uma opção que deve ter um critério: o mais barato e diluído ou o mais concentrado e com maior rendimento. Escolhas de produção evidenciando o custo-benefício para determinada ordem de serviço ou os critérios de qualidade.
Tudo é possível e tudo tem sua conseqüência, como evidencia a terceira Lei de Newton — ação e reação. Nossas escolhas dependem do conhecimento, informação e planejamento com objetivos definidos. A melhor opção sempre é a que melhor nos atende naquela situação, mas não deve ser sempre a mesma, pois as mudanças estão acontecendo com tendências de melhoria e as adaptações devem ser realizadas para um melhor desempenho e melhor qualidade para atingir o que está em foco. As consequências assumidas, ao serem negativas, têm que se apresentar com o olhar de aprendizado da melhoria e não apenas como fracasso.
Assim, quando temos várias opções, as escolhas são difíceis e as decisões são mais demoradas, pois os critérios devem todos ser estudados e o custo de uma escolha errada, no momento, pode nos custar a perda de um cliente, de uma empresa, mas quando perdemos vidas, estas não têm valor precificado!
As mudanças climáticas, queda de geleiras, avanço do mar em áreas litorâneas, ar, rios e mares poluídos, problemas de saúde provocados por poluição, falta de alimentos, desertificação, perda de biodiversidade são fatos concretos ou ainda há dúvidas sobre isso?

Silvia Regina Linberger dos Anjos
www.maqtinpel.com.br

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