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* Silvia Regina Linberger dos Anjos

 

Passada a maior turbulência política do país nesses últimos anos, precisamos apoiar as decisões e colaborar para que a economia também passe por essa fase negativa, que repercute no alto grau de desemprego com, aproximadamente, 13% da população atingida.

Esse é um problema mundial agravado ainda, na Europa, pelas correntes migratórias que os países recebem dos refugiados da guerra civil da Síria, que já completa cinco anos e da fuga dos ataques e confrontos dos grupos extremistas do Estado Islâmico, frente Nusra (“filial” síria da Al Qaeda), além dos refugiados do conflito árabe-israelense e das violentas disputas na faixa de Gaza.  Além disso, temos o continente Africano com seus conflitos, onde os radicais do Estado Islâmico aceitaram a filiação dos jihadistas nigerianos (no norte da África e na península Arábica) do Boko Haram. Conflitos difíceis de solucionar.

São tantas frentes de batalha que o Brasil conseguiu passar em paz (já uma grande vitória) pelas Olimpíadas e Paraolimpíadas RIO 2016, sem, aparentemente, nenhum caos internacional.

Temos agora que apostar que seja bom o novo governo em vigor no país.

Uma das primeiras resoluções que ele tomou foi a de assinar no mês passado, a ratificação do Acordo de Paris, visto que Michel Temer, o novo Presidente que assumiu após o impeachment sofrido pelo governo da ex Presidente Dilma Roussef, disse : “Essa [a preservação do meio ambiente] é uma questão de Estado. Essa não é a vontade de um ou outro governo. É um imperativo colocado pela soberania popular quando se construiu o estado brasileiro em 88”, e ainda “o nosso governo está preocupado com o futuro  e, tudo que fazemos hoje, não visa o dia de amanhã, mas visa um futuro que preserve as condições de vida dos brasileiros no meio ambiente e em todos os demais setores, mesmo aqueles referentes à economia nacional“.

As metas do Brasil que constam no Acordo de Paris, que deverá ser revisto a cada 05 anos, são cortar emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030, ambos em comparação aos níveis de 2005. Um dos principais objetivos dos países que assinaram o documento é trabalhar para que aquecimento global fique muito abaixo de 2°C, buscando limitá-lo a um aumento de 1,5°C, na comparação com o período pré-industrial.

Reproduzo esse discurso com as palavras do nosso novo Presidente da República para que esse seja o exemplo e o norte para a retomada do crescimento e desenvolvimento, que só poderá ser sustentável. Faremos a nossa parte em nossas empresas e esperamos que o país nos retribua com políticas públicas compatíveis e possíveis de serem realizadas.

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sousa@oserigrafico.com
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