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As informações sobre o que é ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos Empresariais), também conhecido como um Sistema Integrado de Gestão Empresarial, são bem extensas. Basta uma busca para se constatar a quantidade de informações que por vezes divergem umas das outras.
ERP é um software de gestão empresarial que busca automatizar suas rotinas financeiras e gerenciais permitindo que uma empresa gerencie suas operações, por conseguinte automatizando seus processos produtivos, financeiros e gerenciais.
Através de um ERP, o gestor monitora os resultados da empresa, gerencia os custos de sua operação, prestação de serviços, histórico de clientes, receitas, e todas as demais rotinas de uma empresa.
O ponto central deste software é um banco de dados que suporta as mais diversas informações e funções que fazem parte dos setores que compõem uma empresa. Ou seja, as informações de cada setor podem ser compartilhadas com outros setores para que, assim, os dados sejam únicos e não existam duplicidades.
O ERP em operação permite que a empresa tenha todas as suas operações integradas, com o objetivo de fornecer suporte à tomada de decisão e criar uma gestão empresarial profissional, possibilitando antever cenários, otimizar recursos e potencializar as chances de sucesso de uma organização.
Mas o ERP possui muitas outras funções que possibilitam uma gestão mais precisa e profissional de um negócio. Normalmente, essas são algumas das outras funções que um ERP possui:
• Criação de Perfil de Usuários
• Cadastro de Empresas
• Cadastro de Usuários
• Cadastro de Vendedores
• Cadastro de Clientes
• Cadastro de Fornecedores
• Cadastro de Plano de Contas
• Configurando NCM
• Cadastro de Produtos
• Cadastro de Serviços
• Cadastro de Bancos
• Criação de Orçamentos
• Faturamento
• Emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NFe)
• Fluxo de Caixa
• Geração de Boletos de Cobrança
• Baixas de Títulos a Receber
• Consulta ao Extrato Bancário
• Lançamentos de Empréstimos
• Lançamentos de Investimentos
• Reconciliação Bancária
• Consulta ao Balanço e DRE
• Controle de Estoque
• Controle de Produção
Um pouco da história do ERP
Para que seja possível uma melhor compreensão sobre o que é ERP, não só das funcionalidades, mas também da importância dele, decidimos contar um pouco da sua história que se inicia no final da década de 50, quando os conceitos modernos de controle tecnológico e gestão corporativa tiveram seu início e a tecnologia vigente na época era baseada nos gigantescos mainframes que rodavam os primeiros sistemas de controle de estoques. A automatização na época era cara e lenta, mas já demandava menos tempo que os tradicionais processos manuais.
Já no início da década de 70, a expansão econômica e uma maior disseminação computacional geraram os MRPs (Material Requirement Planning ou planejamento das requisições de materiais). Eles surgiram já na forma de conjuntos de sistemas, também chamados de pacotes, que conversavam entre si e que possibilitavam o prévio planejamento do uso dos insumos e a administração das mais diversas etapas dos processos produtivos, desta forma, antes mesmo da fabricação do produto em si, a matéria-prima já havia sido calculada (para saber a quantidade a ser utilizada), comprada e já estava à disposição da produção.
Seguindo a linha evolutiva, a década de 80 marcou o início das redes de computadores ligadas a servidores — mais baratos e fáceis de usar que os mainframes — e a revolução nas atividades de gerenciamento de produção e logística. O MRP passou a contar também com o MRP II (Manufacturing Resource Planning ou planejamento dos recursos de manufatura), que também controlava outras atividades como mão-de-obra e maquinário. Na prática, o MRP II já possuía abrangência de controles e gerenciamento similares ao do ERP.
Ainda na década de 80, além da agilidade dos processos, é estabelecida a comunicação entre as “ilhas” departamentais. Foram então agregados a esses sistemas novos processos, também conhecidos como módulos do pacote de gestão.
A nomenclatura ERP ganhou mais força na década de 90, entre outras razões pela evolução das redes de comunicação entre computadores e a disseminação da arquitetura cliente/servidor — microcomputadores ligados a servidores, com preços mais competitivos — e não mais mainframes. E também por ser uma ferramenta importante no controle e gestão dos setores corporativos, que ganhou aspectos mais próximos da que conhecemos atualmente.
O termo ERP foi cunhado pela Gartner Group, uma empresa americana de pesquisa, e a intenção era definir esses sistemas integrados como uma evolução dos sistemas MRP II, porque permitiam controlar os demais recursos empresariais (recursos financeiros, recursos humanos indiretos, vendas, distribuição, etc).
Hoje, o ERP se aprimorou e expandiu sua atuação de maneira a atender o Business Intelligence ou Inteligência dos Negócios e ao “front-office” ao mesmo tempo através de automação da força de vendas, o conhecido Sales Force Automation, automação de marketing e comércio eletrônico.
Além disso, os Software-as-a-Service (SaaS), ou seja, “na nuvem”, ajudaram a alimentar o crescimento dos ERP de forma considerável. Isso porque sistemas alocados na nuvem tendem a ser mais fáceis de gerenciar e implementar, isso sem falar na sua mais importante característica: informações disponíveis para todos os setores em tempo real!
O resultado desse acúmulo de ótimas tecnologias é a crescente adesão de empresas e indústrias ao sistema ERP na nuvem como o seu sistema de gestão.

Processy.com.br
Noberto Kicuti- Especialista em TI ERP

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