Jornal O Serigráfico

O momento é de repensar e transformar a sua inteligência e informação em alavanca para o necessário crescimento

O cenário econômico brasileiro está passando por um momento de extrema instabilidade, o que faz com que diversos setores da indústria e comércio se retraiam. Isso não significa que os gestores e os líderes das organizações devam somente olhar para trás, retrocedendo em seus planos e se desfazendo de seus ativos.

Com um cenário negativo, a primeira atitude dos empreendedores é a de reduzir custos e investimentos, o que de certa forma é uma atitude de prevenção bastante comum nesse momento. Porém, há oportunidades que podem ser alavancadas nesse período e que muitas vezes não estão sendo percebidas. Vamos lá… Detectamos em pesquisas que realizamos com executivos, comportamentos comuns, tais como:

  • Abandonaram a busca por informações de mercado em função de que o que importa agora são as ações voltadas para a redução de preço e custo…
  • Poucos arriscaram em novas ideias e projetos por “receio” de perderem seus empregos…
  • Desfizeram-se de funcionários que conheciam os caminhos da mudança e poderiam contribuir com o crescimento…
  • Não se focaram nas mudanças que aconteceram em tão pouco tempo, quiseram manter os mesmos padrões, procedimentos e comportamentos…
  • Acreditaram que “crescer” é somente aumentar o faturamento e o lucro e esqueceram que o crescimento pode estar atrelado a outros fatores…
  • Cancelaram todos os tipos de investimentos em análises e acompanhamentos de mercado, tais como medição de satisfação, imagem, comportamento de produtos, hábitos, atitudes, tecnologia, etc… Porque o que importa agora é vender e sobreviver…

Não estamos dizendo que esses comportamentos estejam errados, de forma alguma, mas são medidas de “sobrevivência” e que jogam contra uma tendência de crescimento. Acreditamos que as empresas devam começar a “repensar” seus comportamentos e estratégias para poder retomar o crescimento dos seus negócios, num, aí sim, verdadeiro enfrentamento da crise!

Para isso recomendamos algumas alternativas:

  1. Refletir e conscientizar-se de que tudo mudou e que devemos “desapegar da forma como as coisas são atualmente e que o cenário mudou”….
  2. Estimular os gestores na busca de oportunidades de mudança: tem que “sacudir”, tirar o pessoal da zona de conforto, que muitas vezes é resultante do receio de perderem seus empregos;
  3. Utilizar as informações que a empresa possui para analisar seus principais segmentos de mercado, buscar alternativas potenciais, avaliar o grau de competitividade e as tendências em relação ao consumo;
  4. Avaliar os gaps em relação ao potencial do mercado e iniciar um plano de ação com metas a serem atingidas nos próximos anos.

Existem poderosas ferramentas de marketing que cruzam essas informações e determinam que tipo de estratégia você deva adotar, tais como “desinvestir”, “crescimento” ou a posição de “líder”. Cada uma delas traçará o destino de sua estratégia de mercado. É impressionante como o trabalho em conjunto dos gestores na análise da segmentação, avaliação do potencial e análises dos gaps trazem oportunidades de crescimento sinérgicas ao negócio atual, principalmente em tempos de crise. Na maioria das vezes, as oportunidades estão em atitudes do passado, ideias e projetos “engavetados” e informações esquecidas ou que, por algum motivo, não foram aproveitadas… As situações de aparente estagnação são exatamente as melhores oportunidades para “repensar” e “retomar” o crescimento!
Temos alguns exemplos de oportunidades que estavam “estocadas” e detectamos em nossos trabalhos com executivos de grandes empresas:

  • Alianças estratégicas com parceiros, distribuidores, canais, etc…
  • Novos territórios, regiões, agrupamentos de segmentos…
  • Novas aplicações para os produtos / serviços, subprodutos…
  • Novos modelos de distribuição, canais, adequação de filiais…
  • Novos modelos de atendimento, assistência, etc…
  • Captação de clientes inativos, modelo comercial…
  • Novas tendências do mercado, mudança de comportamentos dos consumidores, etc…

Em momento algum mencionamos “preço”, “condições comerciais”, etc., e sim buscamos alternativas de valor agregado, dentro do que já é de nosso conhecimento e vivência. O Brasil sempre passou por momentos de oscilação, esse é nosso histórico. Estamos enfrentando um período bastante difícil para a economia e não sabemos se mudará num curto prazo. Mas, apesar disso, recomendamos aos gestores e líderes das empresas que não desperdicem o seu potencial, que não pensem que o crescimento é somente fruto de “grandes mudanças” ou “grandes investimentos”, e, sim, também, da atitude de “repensar”, utilizando o conhecimento dos gestores, suas ferramentas mercadológicas, o seu acervo de informações e principalmente da sua ousadia!

O momento é de repensar e transformar a sua inteligência e informação em alavanca para o necessário crescimento, a fim de que o país possa retomar a situação de equilíbrio econômico e financeiro por todos almejada.
Paulo Franco é sócio-diretor do IAM&M – Instituto de Assessoria Mercadológica & Mercadométrica Ltda. (11) 2526-0330, www.iamm.com.br

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