Jornal O Serigráfico


“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”, assim disse um dia o pensador e filósofo chinês Confúcio.
É seguindo este raciocínio que Rogério Medeiros de Andrade, nascido na cidade de Mairinque/São Paulo, após permanecer vinte anos afastado do ramo da serigrafia, decidiu voltar.
“Trabalhar fazendo o que gosta e ter paixão, fora isso você não prospera nem é feliz. E ajude sempre os novatos, pois com certeza cada um de nós já recebeu uma mão em outra ocasião”, comenta.
Rogério começou na serigrafia em 1978 quando fez um curso por correspondência no Instituto Universal Brasileiro, complementando em seguida com o curso presencial na Tupask, com o mestre Piero Denari e, quando veio cursar universidade na cidade de São Paulo, em 1981, conheceu um grande profissional da serigrafia que viria se tornar um grande amigo, o serígrafo do estúdio Serigrafia Aplicada, Carlos Vieira, especialista em serigrafia de precisão.
Antes disso, estampava camisetas esportivas, oportunidade que surgiu devido a sua mãe ser costureira e produzir uniformes esportivos para times de futebol da sua cidade.
“O sentido da ‘reprodução’ me cativa. Cheguei a praticar Litogravura, Xilogravura e outras técnicas alternativas na época de faculdade”, conta.

Em uma época que a serigrafia não dispunha das facilidades de hoje, Rogério usava equipamentos simples e somente quando passou a comandar um setor de estamparia na cidade de Sorocaba na década de 70 pôde ter acesso a equipamentos mais complexos.

“Comecei na base da garra com mesa de luz para registro, partindo depois para os carrosséis quando chefiei um setor de estamparia na extinta fábrica de roupas em malha Sussex em Sorocaba, São Paulo. Começava ali minha paixão por essa técnica e equipamentos de impressão, tão desvalorizados no Brasil”, relembra Rogério.

Nem só de negócios vive um serígrafo. Rogério relembra um episódio hilário porém desastroso que ocorreu durante um intervalo do trabalho nessa indústria.

“Estávamos jogando futebol no saguão da estamparia que fica no porão da fábrica e um dos meus serígrafos chutou com força a pelota e derrubou um tanque de duzentos litros de amoníaco. O refeitório, que atendia mais de 200 funcionários ficou impregnado com o cheiro, e o resultado foi um dia de folga para todos”, relembra.

Formado em Comunicação Visual pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) em 1985, Rogério partiu para a área de Publicidade e Cinema de Animação, porém não se distanciou do ramo serigráfico, onde permaneceu mantendo contato com amigos do segmento.
Em 2015, oferecendo suporte à loja virtual www.pulodagata.com, a qual sua esposa administra, voltou para a serigrafia, desta vez voltada à indústria têxtil.
Comparando o mercado atual com a época em que iniciou seus trabalhos em serigrafia, Rogério destaca as facilidades hoje em acessar ferramentas, acessórios e complementos e deixa uma dica para quem está começando:

“Estude muito e acabe logo com os improvisos que são bons apenas no começo. Garra, muita garra!”, finaliza.

www.pulodagata.com
www.brasucacamisetas.com.br

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