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Nunca fui abordado por quaisquer institutos de pesquisas em períodos eleitorais. Nunca fiz parte das estatísticas amplamente divulgadas nos meios de comunicação, nunca opinei e nunca fui indagado sobre a minha intenção de voto. Também nunca conheci alguém que tenha ganhado na Mega-Sena. Pudera, as chances de ser entrevistado por um pesquisador de intenções de voto em período eleitoral são tão remotas quanto as de faturar um grande prêmio nas loterias. Desconheço totalmente a metodologia e os critérios adotados para antecipar aos eleitores os possíveis resultados que, em tese, venham a eleger um ou outro candidato, de deputado a presidente da República. Só sei que as pesquisas evoluíram muito nos últimos anos e uma mudança bastante perceptível foi a adoção das margens de erro em 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e esse ano algumas pesquisas ampliaram essas margens para 3 pontos percentuais em alguns estados. Ainda assim, erraram feio alguns resultados já no primeiro turno. No segundo, então, foi mais feio ainda — erraram por uma ampla margem de, digamos assim, erro. Ou manipulação, sei lá! Quem não se lembra que em São Paulo o candidato vencedor aparecia com um empate técnico que não garantiria sua vitória, que foi de 3,5% com margem de erro e tudo? Já para presidente, foi uma sucessão de erros incríveis ou propositais. Ao final do primeiro turno, nas projeções para o segundo, o presidente eleito era tido como derrotado por todos os outros candidatos, com exceção de uma. Isso foi a maior demonstração de que as pesquisas eleitorais são tão prejudiciais quanto as chamadas “fake news”. O que era uma derrota segundo as pesquisas, na realidade foi uma vitória com margem de mais de 10%, que consagrou o desejo da maioria por mudanças necessárias na atual política brasileira.
Desejo a todos os novos governantes eleitos muita sorte e determinação na busca dos melhores resultados para que o Brasil volte aos trilhos do progresso. E lembrem-se: pesquisas de manipulação de votos, ops, de intenção de votos, com margens de erro e tudo, não fazem mais a cabeça do povo.

Sinval Lima é Diretor da Brisk
sinval@brisk.com.br

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