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Por: Mara de Paula Giacomeli

Historiadores relatam que a serigrafia surgiu na China, entre os séculos XVII e XIX, e passou por uma grande evolução em meados do século XX. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, os EUA decoravam a fuselagem de seus aviões com emblemas adquiridos pelo método da serigrafia, gerando, após o período, um grande interesse por parte dos europeus e o resto do mundo, que passaram a aproveitar a técnica para a publicidade e comércio.
Seu princípio básico é a impressão de uma figura ou texto em uma superfície através de uma tela, chamada de matriz serigráfica.
Grandes nomes vêm ao longo dos anos fazendo história neste segmento.
Nascido em Itaquaquecetuba, São Paulo, Sergio Robusti iniciou sua carreira na serigrafia no fim da década de 60.
Seu primeiro trabalho na área foi na empresa Santa Aida Beneficiamento Têxtil, como aprendiz de ajudante de estampador, alimentando as telas com tinta.
“Tudo começou com uma oportunidade que surgiu na época. Logo que entrei na Santa Aida comecei a me interessar pelo mercado serigráfico, e nunca mais parei. A partir do momento que eu conheci uma cozinha de estamparia, me interessei em fazer tintas e desenvolver produtos”, relembra Sergio.
Sergio carrega uma bagagem corporativa com mais de 50 anos, passando por empresas como a OBI Emblemas Refletidos, Karibe, Basf, entre outras, e hoje ocupa o cargo de técnico de desenvolvimento na empresa Fremplast.
“Foi uma longa caminhada até os dias atuais e tenho muito a agradecer as pessoas que fizeram parte do meu desenvolvimento profissional, como o Alberto Friz, o José Roberto Andreasi e o Airton Oliveira Lima”, comenta
Para Sergio, neste ramo tão competitivo é importante sempre estar um passo à frente até de você mesmo e nunca dizer “não” sem antes tentar desenvolver um produto solicitado.
“Em um determinado dia, fui até um cliente que tinha uma peça de estampa e perguntei se ele estamparia um determinado trabalho, ele respondeu que sim, mas que não sabia quem tinha o tipo de tinta necessário. Eu respondi ao cliente que eu tinha a tinta, sendo que não era verdade. Corri até a Fremplast, fiz duas experiências e consegui um resultado. No dia seguinte, eu já estava no cliente efetuando as provas, as quais foram aprovadas”, relata Sergio.
Muita mudança ocorreu no segmento da serigrafia nos últimos anos e, com o grande avanço da tecnologia digital, há de se presumir que o ramo da serigrafia se subverteu. Mas esta consideração deixa de ser válida se analisada a níveis econômicos. A serigrafia, além de ter um custo baixo em relação a outros processos de impressão, pode ser usada numa infinidade de suportes de impressão: plástico, papel, vidro, tecido, entre outros.
“ Para estar neste ramo, é preciso gostar e se dedicar sempre, fazendo cursos, visitando feiras do segmento, se atualizando. Ainda tem um mercado muito grande nesta área”, finaliza o veterano.

www.fremplast.com.br

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