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Global Tecnologia Tintas Digitais

Por: Mara de Paula Giacomeli

“O papel tratado funciona como aliado para obter um produto de alta qualidade utilizando pouca tinta”

Sublimação digital é um processo físico no qual o conteúdo passa do estado sólido para o gasoso, muito utilizado no processo da estamparia por fornecer diversas facilidades, e tanto na área têxtil como na área de brindes vem crescendo a cada ano, oferecendo cada vez mais uma ótima oportunidade a pequenos e grandes empresários.

É um processo simples de se realizar, porém vários aspectos se destacam para se obter um resultado final satisfatório.
O tecido onde será aplicada a sublimação deve ter pelo menos 50% de sintético em sua trama, pois é esta característica que permitirá fixar a tinta na fibra do tecido e, quanto mais sintético, mais perfeita e intensa ficará a cor impressa.
É imprescindível, antes de tudo, a fim de assegurar qualidade de impressão mesmo ao utilizar diferentes dispositivos, analisar o perfil de cor ICC da impressora.
A utilização de uma tinta adequada também se faz necessária, agregando fidelidade de cores e brilho.
Outro insumo que trabalhará em conjunto com a tinta e que garantirá qualificação é o tipo de papel.

Usar tinta com alta pigmentação, papel sublimático tratado, saber o perfil de cores que está usando, faz total diferença no resultado final bem como no custo do produto. Desta forma, consegue-se ter um produto de baixo ou alto padrão de acordo com o suprimento utilizado e, sabendo os custos reais finais, poderá ter a certeza de que o que está utilizando está correto ou não para seu nicho de mercado”, explica Sergio Antonio Schmitz, sócio administrador da Global Tecnologia Tintas Digitais.
Atualmente, na sublimação, são utilizados papéis de diferentes qualidades e custos, são eles: comum, monolúcido e tratado, que se diferenciam pela trama e pelo tratamento que recebem e variam em gramatura conforme a necessidade do trabalho.

O papel comum não tem tratamento nenhum e sua trama é aberta, ou seja, nada ideal para sublimação digital, uma vez que a tinta é absorvida para dentro das fibras do papel, desta forma, toda a tinta impressa neste papel não será transferida 100% para o tecido desejado e, com isso, o consumo de tinta será maior em relação à utilização do papel tratado, além de ocorrer variações nas cores finais do produto. Outro ponto que também é importante ressaltar é que utilizando mais carga de tinta no papel convencional, corre-se um risco muito alto do papel ficar “ensopado” de tinta e enrugar na mesa de impressão e, consequentemente, “raspar” a cabeça de impressão, diminuindo assim a vida útil dessa peça, que é uma das partes mais caras de um equipamento.
Existe também uma preocupação ao imprimir grandes quantidades, neste caso entra em funcionamento o take-up, ou rebobinador. Dependendo da qualidade do papel utilizado na impressão, ao rebobinar pode acontecer de o material não estar totalmente seco, devido à transposição da tinta na fibra do papel e com isso existe uma grande chance do material impresso “manchar” por conta da pressão do rolo exercida pelo rebobinador.

Em alguns produtos, como canecas de cerâmicas tratadas, azulejos e fotos produtos, não é recomendado o papel comum, pois sem a resina a peça ficará fosca e poderá grudar. O papel convencional é geralmente usado em confecções quando as estampas são grandes e onde os detalhes e letras pequenas não farão diferença.
Já em offset, serigrafia e flexografia usa-se sempre papéis sem tratamentos”
, comenta Valdecir Cunha, diretor da Adespan.
Os papéis sem tratamento absorvem a maior parte da tinta impressa, deixando menor quantidade de corante disponível para sublimação. Na impressão digital, o processo é feito por pontos que se deformam e migram consideravelmente em papéis não tratados. Contudo, os papéis sem tratamento são a melhor opção de custo na produção de artigos promocionais ou mesmo para a impressão de imagens de tonalidades claras, enquanto os papéis tratados, apesar de custarem mais, exigem uma menor quantidade de tinta, que é o mais caro do processo, para a reprodução de cores intensas, como no caso da fabricação de artigos para os mercados esportivos”, menciona Alexandre Suyama, vendedor técnico da Jac Digital.

Já o papel monolúcido recebe um achatamento das suas fibras evitando que a tinta se fixe totalmente na fibra do papel. Segundo especialistas, este faz um trabalho intermediário entre o papel comum e o tratado.
O papel tratado é o ideal para a sublimação digital, uma vez que recebe uma resina química para que a tinta fique sobreposta ao papel. Este papel, embora seja mais caro, é o que garante que a tinta depositada pela cabeça de impressão seja transferida totalmente para o tecido, oferecendo uma qualidade e vivacidade de cores muito melhor, resultando em uma real economia no consumo de tinta, e o mais importante: aumentando consideravelmente a qualidade do trabalho final, especialmente em cores chapadas. Outro ponto é que praticamente não terá problemas com “enrugamento” na mesa de impressão, ou seja, não necessitará uma carga de tinta elevada. Atualmente, a tinta sublimática é o suprimento mais caro para se comprar; entretanto, se o papel evita desperdícios da tinta se torna um bom investimento.

Onde mais usaremos a tecnologia do papel tratado é na impressão digital, permitindo acrescentar uma melhor qualidade, pois a resina, ao receber a gota de tinta, faz com que esta se “gelifique”, melhorando assim a definição da imagem, garantindo também melhor transferência”, comenta Valdecir Cunha.
O papel tratado funciona como aliado para obter um produto de alta qualidade utilizando pouca tinta. Nossa empresa indica aos clientes que sempre façam a conta custo-benefício para sua empresa e para o tipo de produto que pretende realizar. Assim, é possível demonstrar qualidade x benefícios colocando tudo na ponta do lápis e fazendo a matemática básica x produto final que se quer. O papel tratado deve ser utilizado para quem almeja produtos de alta qualidade, e mesmo que um pouco mais caro do que os papéis monolúcidos ou comuns é o que consegue dar uma maior vivacidade nas tintas e ao mesmo tempo diminui o consumo da mesma. Então, o principal benefício do papel tratado é possibilitar um produto com uma aparência de melhor qualidade com um menor consumo de tinta. O papel comum é considerado uma ‘esponja’. Para os vendedores de tinta, seria muito bom se todos utilizassem o papel comum, pois iriam vender muito mais. Porém, o dever de uma empresa de confiança é orientar o cliente como deve proceder para poder ter um produto mais bonito e com baixo custo ou mais lucratividade. Assim, o papel comum não é indicado, pois além do mesmo absorver mais tinta, ele não consegue transferir a tinta totalmente para o tecido”, argumenta Sergio Antonio.
Muita coisa mudou no mercado da sublimação digital ao longo dos anos, o processo continua igual, porém surgiram mais possibilidades de tintas sublimáticas, papéis e equipamentos, foi incorporado nos processos de estamparia de vários níveis, desde o democrático pequeno formato — que é bem o reflexo da nossa economia, operado como complemento de renda familiar nas pequenas empresas fabricantes dos mais diversos artigos: brindes, decoração ou vestuário — e também nas grandes indústrias de diversos segmentos.
“O mercado de sublimação está consolidado. As máquinas de impressão evoluíram bastante, os processos estão mais estáveis, os custos dos insumos caíram significativamente e tudo isso torna a sublimação cada vez mais viável. Em relação a que tipo de papel utilizar, eu diria que não é justo ou adequado pontuar que o papel tratado é melhor que o papel sem tratamento. Na minha ótica, não existe o melhor, e sim o mais adequado para cada trabalho. O conhecimento das tecnologias é fundamental para se fazer a escolha. A sublimação é uma tecnologia extremamente versátil e democrática. Com pouco investimento é possível se montar um negócio. Como em todos os ramos, se destacam aqueles que buscam o incremento no conhecimento, o domínio dos processos. Experimentar é a palavra-chave”, comenta Alexandre.

Há grandes diferenciais nestes suprimentos com relação ao resultado final x qualidade x custos. Assim, é importante que os empresários do ramo estejam atentos para que tenham um produto de qualidade, porém financeiramente acessível e ainda trabalhem com empresas fornecedoras que apoiem a produção e auxiliem a ter um processo cada vez mais fácil e com alto rendimento. A sublimação digital é um eterno aprender. Cada vez mais surgem novos tecidos para sublimação digital, diversos tipos de equipamentos e suprimentos, o importante é se atualizar com empresas fornecedoras para que possam alcançar o melhor deste segmento”, finaliza Sergio Antonio.
Agradecimento:
Adespan www.adespan.com.br
Global Tecnologia Tintas Digitais www.tintasdigitais.com.br
Jac Digital alesuyama@hotmail.com

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