Jornal O Serigráfico

Wilson Manoel Lozano, de Nioaque – MS é um veterano da serigrafia há mais de 35 anos… Procurando sua independência financeira, Wilson começou a ganhar seu próprio dinheiro ainda muito jovem. “Com 7 anos de idade comecei a engraxar sapatos e capinava quintal. Aos 9, fazia pipa, vendia ferro velho e chumbo derretido. Aos 11 anos, arrumava bicicleta e trabalhava numa oficina mecânica lavando peças, limpando a oficina e ajudando os mecânicos. Aos 14 tive meu primeiro emprego registrado, na LB (Leopoldino Bueno Jr) que fabricava tranformadores UHF e circuito impresso para IBM. Logo depois, montei uma equipe de som para festa com nome de Wil-Son, também entregava jornal com bicicleta (Folha de SP, Estadão e outros jornais regionais) como forma de complementar a renda. Um ano depois, eu estava como aprendiz de mecânico na montadora VW e ali nasceu meu primeiro negócio sério. Um ano depois, montei minha primeira oficina mecânica com outros 2 mecânicos  (Elias e Miltinho) que chamava WilVolks, com foco em preparar carros para corridas e rachas nas rodovias em cidades da região de Campinas. Também aprendi carpintaria e marcenaria com meu avô, ocasião em que ele montou uma fábrica de portas e, aos 18, quando entrei para o Seviço Militar, em paralelo, vendia carros e acessórios, captava alunos para CNH e dava instrução em auto escola aos finais de semana”, conta Wilson.

Depois disso, mudou-se para SBC e começou a trabalhar como vendedor de livros Barça e vendedor de títulos de um clube chamado Camping-Club do Brasil,  além de ser promotor do cartão ELO Bradesco, motorista particular e segurança das empresas Bayer e  Adofimer e ainda fazer uns bicos de motoboy. Wilson começou no ramo gráfico como representante comercial  no ABC, na empresa LEMI, Pantogravuro, Fitael e outros produtos como material de escritório, segurança, extintor, etc… “O contato direto com a serigrafia veio da necessidade em atender um cliente quando uma das minhas representadas atrasou a entrega. Resolvi produzir as peças para atendê-lo e, para isso, fui a uma biblioteca municipal procurar saber como poderia fazer o produto. Descobri que o meio mais simples e viável na época era a serigrafia. Pela falta de informações, levei 40 dias para produzir a primeirapeça e logo após  fundei a Gravurart, onde fui desenvolvendo novos produtos e, 4 anos depois, fundei a WMBrasil para atender as montadoras automobilística”, comenta.

A vida do empresário foi movida pelo destino e pela paixão. Também foi sócio de várias empresas de tinta, usinagem, plástico, metalúrgica, gráficas, etc., mas nunca abandonou a serigrafia. Aprendendo com os próprios erros, Wilson foi se tornando cada vez mais profissional e aos poucos foi agregando outros serviços ao seu portfólio. “Tudo começou com gravação em baixo relevo em alumínio e inox, serigrafia em adesivos e camisetas. Usava a serigrafia para tudo. Depois comecei a entrar nos produtos de serigrafia para indústria, que era um ramo mais específico e no qual atuo atualmente. Comprei a primeira Corte e Vinco no Ponto do Gráfico, no Brás, depois vieram a batida e a flexo Vamper, depois veio uma máquina de fotolito usada e, na sequência, uma Etirama 2 IBIRAMA, máquina de silk Otian e Larese. Apesar de ter várias máquinas de produção em processos diversos, sempre fui fiel à serigrafia”, diz.

Nesses mais de 35 anos de serigrafia, conheceu o lado negro do ramo, mas prefere lembrar do lado bom. No faltaram amigos, parceiros e familiares que apoiaram, ensinaram e fizeram parte da trajetória de Wilson. “Foram vários os colegas de trabalho e amigos que me ajudaram, entre eles, o João, da Cobra Metais, o Gentile e o Pablo, da Frange, a família Colello, da Aplike, Gilberto, da Fixart, Almir, da Imprimax, o Wagner, da Pantogravura, Renan, da revista silk, o Eli, da Indemetal, o Umberto Geancoy, o Leonardo Passe, o Antonio, da Graph3… Também agradeço aos meus sócios Vanderlei Garla, Dinho Pinhate, Maria Angela Pinhate, Alcides Lozano, Jaks Brother, Alexander, Ivani e Edson. Além deles, tive vários funcionários que foram imprescindíveis para o meu sucesso: Marcos Branco, Edis, Elvio, Anacleto, Sergio, Romeu, Rubens, Israel, Hélio, Assis, José Emidio Parente, Rubens e muitos outros”, diz.

 

Sobre o que mudou no mercado nesses 36 anos, Wilson comenta: “não dá para comparar, pois logo no início, tudo era feito à mão, desde a arte final, foto, serra, recorte, serigrafia, etc.. Tudo dependia de habilidades manuais e manuseios. Os funcionários eram verdadeiros artistas. As peças eram quase que artesanais e, portanto, nunca eram idênticas. Hoje existem máquinas que fazem praticamente tudo, onde facilitou e trouxe dinâmica para o serviço, bem como melhora na qualidade do produto, sem falar das qualidades e diversidades dos materiais”.

A respeito do que foi determinante para o seu sucesso, Wilson diz: “acreditar que Deus está à frente de tudo, sempre ajuda e proteje as pessoas boas que acreditam em um sonho honesto”, finaliza.

 

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