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A impressão digital está na moda

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Cresce a cada dia o número de confecções que recorrem à impressão digital em suas coleções

Foto-Free-Force-2Desde que foram lançados, os equipamentos de impressão digital de grandes formatos vêm ganhando cada vez mais espaço e abrindo novos mercados de atuação. A prova disso é a entrada definitiva da impressão digital no setor têxtil – que vem usando cada dia mais a tecnologia a serviço da rapidez e exclusividade de suas coleções, tornando os equipamentos de impressão digital imprescindíveis no dia a dia das confecções.

Prova disso é que grandes corporações, como C&A, Marisol, entre outras, já possuem equipamentos de impressão digital em seus parques fabris ou terceirizam esse serviço, seja para reposição de peças de coleções com sucesso inesperado – o que não valeria a pena fazer em estamparia rotativa -, seja para coleções inteiras. “A moda digital está presente em todas as grandes corporações de estamparia. Algumas delas já estão fazendo análises com objetivo de migrarem sua produção geral de poliéster para a tecnologia digital. Existem várias empresas que hoje adotam a sublimação em sua produção com excelente resultado”, explica Marcio Caillaux, Gerente Geral da Marabu do Brasil. “Honestamente, todas as marcas que conheço do mercado estão usando pelo menos uma parte de sua produção com peças sublimadas. A diferença é que muitas destas grandes marcas terceirizam este trabalho enquanto que outras conseguem produzir parte ou tudo dentro da fábrica”, completa Fabrício Cristoff, Gerente Comercial da J-Teck.

abada-girlNesse universo, tanto a impressão direta quanto a sublimação têm a sua fatia do mercado garantida, porém, sem sombra de dúvidas, a sublimação ainda lidera o ranking na área têxtil. “A sublimação ganha espaço a cada dia e está em crescimento, porém destacamos que são mercados diferentes e com penetração de mercado distintas. Ou seja, a sublimação no Brasil é feita desde pequenos clientes até industrias. Já a impressão direta é fabricada em grande parte por indústrias especificas”, diz Rogério Neves, Consultor de Negócios da Sign Supply. “Se falarmos somente em tecidos com base de Poliéster, atualmente mais de 95{0745c43c0e3353fa97069a60769ee4ddd8009579514cad9a011db48d81360048} dos tecidos são feitos via sublimação; ou seja, impressão no papel e transferência do mesmo no tecido. A impressão direta da tinta sublimática é normalmente mais indicada nos casos de produtos como na comunicação visual e bandeiras em geral. Já no caso da impressão direta em tecidos à base de algodão, aí o processo é feito com tintas ácido reativas que exigem um pré-tratamento, impressão direta, vaporização e lavagem. Esse processo é mais utilizado em grandes empresas. Portanto, se compararmos a impressão direta para algodão contra a sublimática para poliéster, acredito estar entre 35 a 40{0745c43c0e3353fa97069a60769ee4ddd8009579514cad9a011db48d81360048} na direta e o restante na sublimação”, comenta Cristoff. “Tudo depende do tipo de resultado que se espera. Mas hoje é possível dizer que a tecnologia das impressoras digitais para o mercado de sublimação vem crescendo em um ritmo bem acelerado; a cada ano novos produtos são lançados, as impressoras estão ficando mais rápidas e mais estáveis, assim como papeis e tintas que vêm evoluindo e oferecendo melhor qualidade de transferência, sem falar nos itens de tecnologia como cabeças de impressão e componentes eletrônicos que cada vez mais proporcionam melhor produtividade e qualidade de impressão. A sublimação atinge diversos setores que vão desde a linha industrial têxtil para produção de estampas, moda, decoração e personalização, além da área de comunicação visual. A procura por esta tecnologia é tão grande no país que somente no primeiro semestre de 2014 a Roland DG vendeu 17{0745c43c0e3353fa97069a60769ee4ddd8009579514cad9a011db48d81360048} a mais desses equipamentos do que o mesmo período de 2013”, explica Anderson Clayton, Gerente de Marketing e Novos Negócios da Roland DG Brasil. “Hoje, na Sign Supply, atendemos clientes que já produzem as coleções completas com a linha digital”, completa Neves

Foto-Free-ForceProporcionando agilidade e limpeza no processo, a tendência é que, cada dia mais, grandes empresas adotem definitivamente a impressão digital. “O mercado brasileiro vem crescendo constantemente na área da sublimação e temos visto que as grandes empresas estão cada vez mais tendo a necessidade de impressoras com maior capacidade de produção. Do ano passado para cá, impressoras com maior velocidade de impressão aliadas à qualidade estão chegando ao mercado e proporcionando maior produtividade para a área têxtil”, diz Cristoff. “Mesmo com a economia em baixa, temos clientes que optam por comprar equipamentos novos ou renovar seu parque fabril. É um setor que tem investido muito na área digital”, explica Neves.

mulher-com-vestidoEm resumo, a tecnologia digital veio para ficar e tem trazido diversos benefícios para o setor têxtil, tais como agilidade, limpeza no processo e até maior lucratividade. “A impressão digital por sublimação traz mais velocidade à impressão, além da qualidade excepcional de cor e a estabilidade de impressão. Com isso, as indústrias acabam ganhando em produtividade”, diz Clayton. “A sublimação veio para facilitar com a fidelidade de estampas, em grandes ou pequenas escalas e aumentar o nível de qualidade. Além disso, a impressão digital pode ser usada desde a tiragem de prova até a produção em larga escala, garantindo a repetibilidade do processo”, complementa Neves. “Duas das maiores facilidades são a agilidade e a limpeza do processo, pois permite pequenas produções e de maneira personalizada, aumentando a gama de possibilidades, tanto de pequenas quanto de grandes confecções”, explica Caillaux. “A redução de processos de produção, como preparação do tecido para aplicação, tinturaria e lavagem dos tecidos já faz com que empresas não tenham que depender da água – recurso escasso nos tempos atuais – e seus tratamentos para obter um produto estampado. Outra coisa muito bacana na sublimação é que você consegue ter a flexibilidade de receber um pedido e no mesmo momento já começar a produzi-lo, sem depender de terceiros para fabricar cilindros ou quadros serigráficos para colocar o trabalho em produção. A sublimação traz a praticidade e facilidade em imprimir no papel e depois transferir com prensas térmicas ou calandras no tecido desejado e pronto! Feito isso é só fazer o corte e produzir as roupas! Não precisa de lavagem ou outro processo”, finaliza Cristoff. O resultado disso tudo? Lucro certo!

Agradecimentos: J-Teck (www.j-teck3.com.br),
Marabu (www.marabu.com.br),
Roland (www.rolanddg.com.br)
e Sign Supply (www.signsupply.com.br)

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