Editorial

O fim de um ciclo

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Recentemente, li num artigo de Rose Villanova que, astrologicamente, 2016 é um ano decisivo, que encerra um ciclo de 36 anos regido pelo Sol, onde o espírito de brilho pessoal, egocentrismo, necessidade de marcar a individualidade no mundo têm permeado nossas consciências. O Sol tem a ver com a criança e, por conseguinte, com a “criança interior” de cada um.

O Sol é o centro do nosso sistema planetário. Ele dá a vida, mas também queima e cega. Todo excesso é destrutivo. Por estarmos há trinta e seis anos “treinando” nosso Sol pessoal, estamos no auge da necessidade de sermos o centro das atenções. Viramos mesmo criancinhas muito mimadas e tudo nos ofende e nos convida a lutar por nossos “direitos individuais”.

Apesar disso, nesse ciclo de 36 anos, nos desenvolvemos como indivíduos, conquistamos muitas coisas no aspecto pessoal, aprendemos a nos valorizar mais como pessoas, independentemente da cor da pele, da raça, do sexo e do lugar pessoal na escala social. Aprendemos a cuidar mais e melhor de nós mesmos e a nos respeitar mais como indivíduos, a não engolir sapo por lebre, a nos posicionarmos mais pelo que somos e somos capazes de ser e de criar.

E 2017 já bate à nossa porta com um ar de novidade: inicia-se um novo ciclo de 36 novos anos regidos por Saturno, um período de menos ego e mais responsabilidade. Rigor, severidade, responsabilidade, justeza, dentre outros atributos são de domínio do planeta Saturno. Os astrólogos dizem que o Deus de amor e bondade dos últimos 36 anos, que está sempre pronto para atender o desejo dos seus filhos, dará lugar a um Deus mais exigente, que pedirá de seus filhos não mais orações arrebatadas, mas filhos mais maduros e responsáveis. Mais trabalho e menos oba oba. O Deus que dá será substituído pelo Deus que cobra.

Assim, estaremos sob a influência astral que nos trará perseverança, paciência, firmeza, constância, resignação, segurança, solidão. O valor mais alto, a função social, o dever. Responsabilidade, reserva, experiência, seriedade, limitação, restrição, parcimônia, abnegação, o esforço contínuo, a construção, o envelhecimento, o esforço disciplinado, a aceitação dos deveres e das responsabilidades, a cristalização, a sabedoria e o respeito. O novo ciclo que se inicia a partir de 2017 trará mais contenção, mais limitações, menos abundância, menos superficialidade e mais profundidade. Menos exuberância e mais limitações.

Esperamos que essas previsões astrológicas influenciem principalmente nossos governantes, em todas as esferas políticas, para que o olhar para o outro seja mais importante do que o olhar para si mesmo, para que a responsabilidade e o comprometimento estejam à frente do beneficiamento pessoal e que possamos começar a construir um futuro sólido, que um dia teremos orgulho de deixar para nossas futuras gerações.

Mudanças são sempre bem-vindas. Que venha um 2017 cheio de amor, paz, luz, união, responsabilidade e comprometimento! Boas festas!

 

Patricia Sousa

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