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Termo-transferência

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Tipos, processos e produtos finais

 

O processo de termo-transferência – muito utilizado na Serigrafia e na Comunicação Visual no Brasil – depende, basicamente, de três fatores: calor, pressão e tempo. A imagem que se deseja ver impressa no substrato é transferida para este através de um papel especial, que pode ter sido anteriormente impresso através de serigrafia, litografia ou impressão digital.

Para que essa transferência ocorra, é necessário uma prensa térmica, manual ou pneumática. Esse tipo de processo é especialmente indicado para estampas localizadas, pois os equipamentos de termo-transferência atingem o tamanho máximo de uma folha A3. Para estampas maiores, o processo deve ser feito com impressão digital e calandra. Essas impressões localizadas podem ser realizadas em substratos como tecidos de algodão ou sintéticos, cerâmica, plástico, madeira, entre outros.

Para cada tipo de aplicação, existem variações tanto no tempo de prensagem e pressão aplicada, como também no tipo de equipamento e dispositivos usados. Há diversas opções de prensas, com variações de pressão, temperatura, tamanho e tipos de mesas – que podem ser planas (que abrangem uma grande variedade de materiais) e as especiais, para pratos, para bonés e para canecas – redondas ou cônicas.

Com alguns tipos de transfers, indicados para tecidos, é possível criar efeitos especiais, como metalizado, alto relevo, flocado, etc., proporcionando a criação de produtos personalizados, como camisetas, bolsas, bonés e outros produtos. Já com o transfer sublimático, muito utilizado para a confecção de brindes em geral, é possível um efeito de “fusão”, onde a impressão fica fundida no material impresso, muitas vezes proporcionando toque zero. Esse tipo de impressão é confeccionada com uma tinta especial para sublimação e pode ser utilizada para a confecção de canecas, pratos, peças em alumínio com tratamento para sublimação, mouse pads, peças em neoprene, bonés, peças em tecido sintético e diversos outros tipos de produtos.

Para o processo sublimático, há a possibilidade de uso de equipamentos grandes de impressão digital e calandra, que estampam, por exemplo, lençóis em tecidos sintéticos ou mistos contínuos em geral

Há vários tipos de transfer para aplicações variadas. A seguir, você encontra informações detalhadas sobre cada tipo:

Transfer metalizado com foil – Transferência de partículas metalizadas do foil (película de poliéster metalizado a vácuo) sobre tecidos de algodão ou mistos. Apresenta acabamento com brilho metalizado uniforme. Para transferência direta para o tecido, serigrafar o motivo desejado com termocola, efetuando sistema de repique. Após secagem superficial ou semi-polimerizada (máximo 18 horas), colocar a película de foil sobre o motivo e efetuar a transferência em prensa térmica, com temperatura de 150 a 160º C, com pressão de 70 a 90 libras por 10 segundos. A remoção deve ser feita a frio. Já para a confecção de transfer pronto para uso (ideal para grandes tiragens), serigrafar o motivo com termocola no próprio transfer usando matriz invertida e, após secagem de no mínimo 1 hora, prensar sobre o tecido por 10 segundos, com pressão de 70 a 90 libras e temperatura de 150 a 160º C, removendo o transfer depois de frio. Obs: o transfer foil não resiste a muitas lavagens devido à sua fragilidade. Para melhor fixação, pode-se usar 5{0745c43c0e3353fa97069a60769ee4ddd8009579514cad9a011db48d81360048} de fixador, que ajudará na aderência do substrato.

Transfer de flocagem – Transferência de flocos para tecidos em geral, apresentando motivos em alto relevo aveludado. Para transferência direta, serigrafar o motivo diretamente no tecido com termocola, utilizando o sistema de repique com secagem intermediária. Após secagem superficial de no máximo 1 hora, colocar o papel flocado sobre o motivo e prensar por 15 a 18 segundos, com pressão de 70 a 100 libras, e temperatura de 180 a 190º

  1. Remover o papel a frio. Obs: para tecidos mistos ou sintéticos, é recomendada a adição de fixador na proporção de 5 a 7{0745c43c0e3353fa97069a60769ee4ddd8009579514cad9a011db48d81360048} na termocola no dia do uso. No caso de transfer pronto para uso, a impressão do motivo deve ser diretamente sobre o papel flocado com pasta termo-colante, utilizando matriz invertida de poliéster monofilamento de 32 a 36 fios. Para motivos com detalhes finos, utilizar matriz de até 55 fios com relevo na gravação da matriz. Aplicar Poliamida 200 pó sobre a pasta termo-colante ainda úmida e aguardar secagem à temperatura ambiente por 8 a 12 horas. Remover o excesso de Poliamida com o auxílio de uma escova de pêlo macio e estufar à temperatura de 100 a 120ºC por 1 a 2 minutos. Para transferir, prensar por 10 a 12 segundos, com 70 a 100 libras de pressão e temperatura de 170 a 190ºC. A remoção deve ser feita a frio e a validade do transfer em temperatura ambiente máxima de 30ºC é de 2 anos.

Transfer papel refletivo – Este tipo de transfer cria um efeito diferenciado, refletindo a luz na estampa aplicada. Este papel é um filme de poliéster refletivo com micro-esferas de vidro para aplicação serigráfica em tecidos de algodão ou outros tecidos, sujeito a testes. Dependendo do tecido é aconselhável adicionar fixador na proporção de 3 a 5{0745c43c0e3353fa97069a60769ee4ddd8009579514cad9a011db48d81360048}. Em tecido com elasticidade, o transfer pode vir a trincar. Existem duas formas de confecção do transfer refletivo: a primeira delas é estampar a termocola direto no papel refletivo numa mesa a vácuo, sem aplicação de repiques. Deixar secar ao ar ambiente (+/- 3 horas) e prensar no tecido com temperatura entre 170 e 180ºC por 15 a 20 segundos, com pressão de 100 libras. Remover o papel a frio. A segunda forma é estampar a termocola direto no tecido numa mesa macia, com aplicação de 1 a 2 repiques. Deixar secar ao ar ambiente (+/- 3 horas) e prensar o papel refletivo no tecido com a temperatura entre 170 e 180°C por 15 a 20 segundos, com pressão de 100 libras. Remover o papel a frio.

Transfer Sublimático – Indicado para impressões serigráficas sobre papel para posterior transferência sobre tecidos sintéticos, como poliéster. O toque é macio e mantém o brilho do tecido, além de ter ótima solidez à lavagem e flexibilidade. Para confeccioná-lo, deve-se imprimir com a matriz fora de contato com o substrato; e este deve estar fixado à mesa de impressão através de vácuo ou similar. Secar ao ar ambiente por 3 horas ou acelerar através de estufa, não ultrapassando 80°C. Prensar o transfer no tecido com temperatura de 190 a 210°C por 25 segundos, com pressão de 80 a 100 libras. A remoção do papel deve ser feita a quente imediato e o transfer tem validade de 1 ano. Para este tipo de transfer também é possível fazer a impressão com jato de tinta (com bulk contendo tinta especial para sublimação) e fazer a transferência para o substrato através de prensa térmica, em materiais como tecido, cerâmica, neoprene, alumínio com tratamento para sublimação, plástico, entre outros.

Hidrotransfer – Á base de emulsão acrílica, o hidrotransfer é indicado para impressão serigráfica sobre papéis com acabamento especial para processo de termo-transferência em tecidos em geral. Oferece alta resistência à lavagem, colagem e flexibilidade, além de perfeita cobertura, inclusive para transfer branco sobre tecido colorido. Deve-se imprimir com a matriz em mesa a vácuo ou dura, fora de contato com o substrato. Aplicar as tintas começando pelas cores mais escuras e entre cada impressão realizar uma pré-secagem ao ar ou a 80°C por 1 minuto. Aplicar um chapado branco sobre toda a área serigrafada para melhor resultado e repicar pelo menos uma vez. Na ultima aplicação, não pré-secar, pois deve ser “jogado” (imersão) o fixador por cima. Deixar secar ao ar (22-25°C) de 3 a 4 horas e escovar para remoção do excesso do pó. Depois, curar a 100°C por 1 minuto. Transferir para o tecido com temperatura de 180°C por 12 a 15 segundos com pressão de 100 libras e remover o papel a frio.

Transfer solvente – Indicado para aplicação em tecidos em geral, inclusive nylon, couro e PVC. A primeira impressão deve ser feita com tinta incolor em toda a extensão do desenho, em seguida com tinta colorida. A terceira camada deve ser com tinta para fundo de cobertura e a última com temocola, com aplicação de fixador por cima. Após secagem de 2 a 3 horas à temperatura ambiente, remover o excesso de poliamida com o auxílio de uma escova de pelo macio e passar na estufa com a temperatura de 100 a 120°C por 1 a 2 minutos. Transferir para o tecido com temperatura de 170 a 190°C por 8 a 10 segundos, com pressão entre 80 e 100 libras. A remoção do papel deve ser feita a frio. Caso necessite transfer com maior elasticidade (tecidos de malha de algodão, lycra ou similares), efetuar a aplicação repique da 1ª impressão da tinta incolor. Obs: para confecção de transfers para couro e PVC, utilizar papel plastificado em polietileno, seguir todo o processo acima, eliminar a aplicação de poliamida e secagem na estufa. A transferência deve ser feita com teperatura de 110 a 120°C por 3 a 5 segundos e pressão de 50 a 80 libras, com remoção do papel a frio.

Transfer off-set – Impresso por gráficas em máquinas off-set e pode ser encontrado em diversos pontos no país. A transferência deve ser feita com temperatura entre 180 e 190°C por 10 segundos, com pressão de 100 libras e remoção do papel a frio.

 

Consultoria técnica: Gênesis Tintas (www;genesistintas.com.br)

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